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quinta-feira, 7 de abril de 2011

XXV Encontro Galego-Português de Educadores/as pola Paz

Vai realizar-se em Allariz (Ourense), de 29/04 a 1/05.

Para saber mais:

http://www.educadorespolapaz.org/ficha.php

«Segurança na Internet» - Trabalhos premiados

Como não vivemos num mundo ideal e os problemas da sociedade se reflectem em todos os ambientes sociais, há cuidados que é preciso ter também quando se anda pela Internet, tal como quando se passeia ou anda na rua. Aqui ficam alguns dos mais interessantes e inspiradores trabalhos premiados no concurso GygaByte Seguro, promovido pela DREC (Direcção Regional de Educação do Centro) e pela ERTE/DGIDC (Ministério da Educação):


Por «Os Invent!vos» | 6.º A
Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira, Escola Básica e Secundária de Aguiar da Beira


Por «Os MonteNet» | Turma 4.º A
Agrupamento de Escolas Maria Veleda, Colégio Integrado Monte Maior – Loures

Fica aqui também o link para o Projecto SEGURANET, do Ministério da Educação: http://www.seguranet.pt/blog/

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Teatro, «A Menina do Mar», Balanço, ...

Mais um dia de visita às escolas. Entrei numa sala de aula e estavam todos a acabar de preencher um registo sobre as horas: a que horas me levanto? a que horas tomo o pequeno-almoço? a que horas chego à escola? a que horas começam as aulas? a que horas é o intervalo? a que horas vamos almoçar? a que horas acabam as aulas? a que horas vou para casa? a que horas janto? a que horas me vou deitar? ... Uma ficha dividida em quadradinhos, em cada quadradinho uma das perguntas e um relógio onde deveriam marcar a hora correspondente e, depois, fazer um desenho. Logo a seguir tinham que fazer um desenho e escrever uma frase sobre o que mais tinham gostado das actividades relativas ao projecto da Paz e do blogue, como lhes explicou a professora. Estavam todos entusiasmados e quando me viram entrar fizeram uma festa. Continuaram a trabalhar e lá me iam dizendo que o que mais tinham gostado tinha sido quando os pintei para o estudo dos dinossauros, para se mascararem de cientistas - o que aconteceu porque quando entrei na sala, apesar de estarem a preparar o estudo sobre os dinossauros, havia quem se estivesse a pintar com canetas de feltro. Propus-lhes então pintá-los com as minhas pinturas. Imaginam como foi naquele dia.



Na sala para onde me dirigi em seguida, a actividade principal era a do preenchimento de um guião para uma peça de teatro que querem fazer a partir da história d'«O Nabo Gigante». Escreviam os nomes de cada um no papel de cenário, à frente os nomes dos personagens, depois o local da história, as acçãoes, as falas, ... alguns iam conversando baixinho entre si, outros desenhando e eu fui tendo a ideia de fazer, em Origami, uma pomba. Uma pomba, símbolo da Paz, que lhes poderia ensinar. Comecei a fazer a experiência com papel de máquina. Claro que houve logo alguns que se foram aproximando e que queriam que eu lhes ensinasse a fazer ou que fizesse uma para eles. Surgiu assim a ideia de eu voltar cá à Escola um dia para lhes ensinar a fazer as pombas, com os naperons redondos para os tabuleiros de bolos. No final da sessão, antes de se irem embora, professora pediu-me para lhes mostrar o que tinha estado a fazer e ficou logo combinado o dia para voltar à Escola.

Fui a uma outra sala em que a professora propusera uma actividade de escrita a partir de um desenho, num parque, a pares. Cada aluno tinha diante de si uma fotocópia. Aproximei-me de um grupo de alunos que se encontrava cá atrás e fui ajudando na escrita, a prtir das observações que iam fazendo. Pareceram-me alunos com muitas dificuldades, no entanto fizeram observações muito pertinentes sobre, por exemplo, um menino que na imagem estava a andar de skate e que se poderia magoar facilmente por não ter capacete, nem joelheiras, nem cotoveleiras. Um dos alunos escrevia e com um pouco de ajuda desembaraçava-se muito bem na escrita. O outro ia fazendo a observação da figura e dando ideias para a escrita. Ao chegar a hora em que eu me ia embora, perguntaram se eu me ia embora sem os ouvir a ler o texto e quando eu lhes perguntei se me queriam lá, claro que responderam afirmativamente. Foi assim que ainda os fui ajudar na leitura perante a turma no que tinham acabado de escrever. Tiveram direito a palmas e tudo.

Na outra turma, quando entrei, cada um estava a acabar de desenhar a capa um livro sobre «A Menina do Mar». Estavam a fazer desenhos muito bonitos. A professora estava a acabar de ordenar os desenhos que cada um já tinha feito, em tamanho A5, bem como as diversas legendas. Ao acabarem a professora foi dando a cada um uma folha A4, para que cada um fosse desenhando um elemento da história, em tamanho maior: rochas, algas, peixes, o menino, a menina, o polvo, o caranguejo, ... para fazerem depois um painel. O entusiasmo à volta desta história é enorme.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Salas de aula, trabalho e vontade de aprender

Nestas minhas visitas pelas Escolas há algo que é muito contrastante com o ambiente depressivo de crise que se ouve nos noticiários dos vários canais de televisão: em todas das salas de aula em que tenho entrado reina uma vontade de aprender e de conhecer coisas novas, uma enorme vontade de fazer bem feito, no meio de boa disposição e alegria. Só assim se consegue aprender com gosto e satisfação. Ainda a semana passada comecei por entrar numa sala de aula, de uma turma que tem alunos do 1º e do 4º ano, alunos e professora planificavam a semana com base na sua agenda semanal habitual, avaliaram e distribuíram tarefas. Alguns dos alunos vieram agradecer os meus comentários no blog, dizer que tinham ficado muito contentes quando a professora lhos leu. Numa outra turma as mesas estavam reunidas no centro da sala, todos os alunos estavam sentados à volta e tudo estava preparado para começarem as planeadas experiência com água sobre a flutuação de objectos. Cada um tinha a sua folha de registo onde podiam registar a sua previsão do que iria acontecer com cada um dos objectos, o que realmente tinha acontecido e a conclusão. Todos iam registando o que observavam e estavam curiosos em perceber o que acontecia: seria o peso dos objectos que os faria flutuar ou afundar? ...falámos dos grande barcos cargueiros em metal e até falámos no Arquimedes. A curiosidade ficou aguçada para as investigações dos alunos com a professora prosseguirem. Esta era uma turma de 2º ano de escolaridade.
Passei depois a uma turma de 1º ano de escolaridade. Quando entrei na sala de aula os alunos e a professora falavam sobre a dezena e contagens. Estavam a começar a fazer os exercícios do livro de Matemática e claro que fui logo mobilizada para ajudar também a resolver os exercícios: todos queriam resolver os exercícios e ter a certeza que os estavam a resolver da melhor forma.
Fui depois a uma turma do 2º ano. Estavam a acabar de ler o livro "Coração de Mãe" (a professora tinha o computador dela ligado e projectava o livro com o projector de vídeo no écrã) e a começar a organizar o presente para o Dia da Mãe: pintar um vaso e escrever um cartão. Aos que não estavam envolvidos nessas actividades foi pedido que escrevessem e fizessem um desenho sobre uma situação que tivessem vivido com a sua mãe escolhendo como uma das do livro. Todos estavam envolvidos em trabalho, embora fazendo coisas ligeiramente diferentes.

Em todas as salas se respirava trabalho e vontade de aprender. Um consolo ver como funcionam as nossas escolas e o empenho de todos, alunos e professores.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

No que dá uma surpresa ... :-)

Ontem estive numa outra sala de aula, de uma professora e de uns meninos que já se tornaram meus amigos. Tinha-lhes prometido que da próxima vez que lá fosse lhes levava uma surpresa. E assim fiz. Procurei um livro digital que os pudesse entusiasmar.

Esta foi a minha segunda opção, porque em primeiro lugar pensei que seria interessante levar-lhe algo sobre o 25 de Abril, mas pus-me a pensar no que tinha sido o 25 de Abril para mim, (há quantos anos já?) e nos difíceis tempos que estamos a viver... Lembrei-me de como muitos daquelas famílias vivem com tantas dificuldades, sem emprego, sem dinheiro para conseguirem alimentar-se convenientemente todos os dias, 12 pessoas a viverem a 2 assoalhadas, ... e tudo o mais que isso significa. Como falar da tortura a crianças que vivem sózinhas na rua e cujas famílias vivem num quotidiano completamente inóspito, à procura de trabalho e pão? ... e a liberdade de associação? ... quando, em muitos trabalhos, quando existem, quase que em regime de escravatura, ou se aceitam as condições dadas, ou nem esse rendimento entra para o orçamento familiar? ... Na 2ª feira tinha lido o artigo de opinião do Francisco Sarsfield Cabral no PÚBLICO - http://abeirario.blogspot.com/2010/04/bomba-relogio-do-capitalismo-francisco.html. Hoje acabei de ler a reportagem da Visão da semana passada sobre os «Retratos da Fome em Portugal» - http://aeiou.visao.pt/retratos-da-fome-em-portugal=f555211 ... e saltaram-me logo à memória as minhas questões de ontem: como falar da liberdade de expressão, da tortura, da guerra colonial, da liberdade de associação num cenário como o que vivemos actualmente? ... Ficam as minhas questões ...e começo a pensar que temos que voltar a falar de todas estas questões, mas de uma outra forma ... mas de que forma?

Fecho este parênteses, para dizer que não tendo muito tempo para me preparar, acabei por decidir levar-lhes uma história que encontrei no blog «Letra Pequena» - http://letrapequenaonline.blogspot.com/ - «A Charada da Bicharada», de Alice Vieira, ilustrado pela Madalena Matoso (Ed. Texto Editores). No entanto, antes de lhes mostrar a prometida surpresa, e como a minha amiga tem vindo a colocar os textos e as fotos no blog a partir de casa (não tem computador na sala de aula e muito menos ligação à Internet), ela pediu-me para lhes mostrar o blog da Escola. Foi por proposta dela que ele foi construído e que outras turmas têm estado a participar no mesmo de forma muito entusiástica. Não se pode imaginar o entusiasmo dos seus alunos e a vontade generalizada de ler em voz alta, para todos ouvirmos, um bocadinho do que lá estava. Claro que foi preciso dar a volta à turma para que cada um pudesse mostrar como já conseguia ler um pedacinho do blog. Houve direito a palmas e parabéns para todos os leitores. Outra festa aconteceu também ao encontrarem as fotos e uma apresentação lá colocada pela professora, com os trabalhos deles, e que eles ainda ainda não tinham visto.

Só depois pudemos passar à esperada "surpresa": ouvir a história d'«A charada da bicharad» - http://static.publico.clix.pt/fotogalerias/letrapequena/acharadadabicharada.aspx. Uma espécie de adivinhas sobre animais, de que os textos não falam, nem se conseguem descortinar, à primeira, nas alegres e fantásticas ilustrações da Madalena Matoso - http://www.slideshare.net/mrvpimenta/publica-madalena-matoso-presentation. Ouvimos uma vez: «Não percebi nada!» «Então vamos ouvir outra vez, um de cada vez!» E logo havia alguém mais perspicaz que depressa descobria de que bicho se estava a falar: ou pelo desenho, ou pelo que se ouvia da Alice Vieira.

A minha amiga teve a ideia de lhes pedir para fazerem desenhos com bichos escondidos, como os do livro, e pediu-lhes também para escreverem um pequeno texto, inspirado nas ideias da escrita criativa que ouvira no Sábado anterior: «Gostava de ser ...[um animal à escolha] ..., para ...»

Tal como acontece com o que se passa à nossa volta, quase nada se consegue logo perceber à primeira ... acontecimentos, pessoas ... muitas vezes nem nós próprios nos conseguimos perceber logo a nós próprios ...

... não será o mesmo com o 25 de Abril? ... com o que ainda falta cumprir desse sonho, dessa esperança? ... e tanto que há ainda por cumprir!! ...

[Actualizado a 25/04/2010]

terça-feira, 20 de abril de 2010

«O Pássaro da Alma»

Entrei numa sala de aula ao som de uma suave música que saía tranquilamente da aparelhagem enquanto as crianças, sem grande excitação, saiam para 15 minutos de recreio num pátio aquecido pelo morno sol de Primavera.

A professora, minha amiga, saúda-me e diz-me, como que desculpando-se, que não tinha preparado nada de especial para a minha visita e que os seus alunos iam ler a história do «Pássaro da Alma» para as turmas do 1º ano da Escola. Foi ao que assisti. Foi uma actividade muito especial. Quer pelos alunos mais velhos a lerem para os mais novos, por darem um novo sentido à leitura em voz alta, por quererem partilhar uma história deste tipo com todas as turmas da Escola.

Esta história passou hoje a ter para mim um significado diferente. No nosso corpo, bem lá no fundo vive um pássaro, o pássaro da alma. Um pássaro a quem muitas vezes não damos ouvidos, nem escutamos como devíamos. Ele canta de acordo com o que sentimos no momento, alegrias, tristezas, medos, ansiedades, felicidades, silêncios, ... tudo o que nos vai na alma. Muitas vezes não o conseguimos controlar ou saber como vai cantar, umas vezes o seu canto é alegre e feliz. Outras vezes é um canto enamorado e amoroso, outras é um canto de revolta e raiva, mas outras pode também ser um canto de tristeza, amargura ou desespero.

Mas quantas vezes não temos disponibilidade para o ouvir, para lhe dar a voz que ele merece e que nós precisamos. Quantas vezes, nesta sociedade da objectividade e do concreto em que vivemos, temos medo que ele nos atrapalhe. Outras vezes sufocamos-lhe o canto, que ele vai guardando para si e, quando menos esperamos, num repente, num abrir e fechar de olhos, ele faz-se ouvir impulsiva e despropositadamente. Como se os segredos que durante longos anos estiveram abafados e escondidos, bem como todos os sentimentos a eles associados, saltassem de uma caixa mágica, tipo caixa de pandora, surpreendendo o próprio e todos os que estão à sua volta, assustando tudo e todos.

Temos um pássaro na alma para lhe ouvirmos o seu canto. E que bonito é esse canto, se o ouvirmos, seja ele alegre ou triste, feliz ou inquieto, ...


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Muito Parabéns: «Turma dos Sorrisos»

Merece aqui um destaque o prémio ganho pela turma do 3ºF, da Escola EB1 nº 3 de Alvide com o vídeo que resultou do trabalho que fizeram sobre a Biodiversidade.

Aqui fica o link para o trabalho que fizeram e o vídeo premiado:

http://aturmadossorrisos.blogspot.com/2010/04/biodiversidade.html

domingo, 28 de março de 2010

Mais Actividades ...

Acabam de ser publicadas mais actividades no âmbito desta formação:

«TIC - PAZ e Multiculturalidade - II» - Esc. EB1/JI de Alvide Nº3 (Agrup. de Esc. de Alvide) - 1º Ano (Prof.ª Lúcia Pedrosa) (Fev. 2010)

«O Sapo Apaixonado» - Esc. EB1/JI de Alhos Vedros Nº3 (Agrup. de Esc. José Afonso) - 2º Ano (Profª Edna Belchior) (Fev. 2010)

«O Espantalho Enamorado» - Esc. EB1/JI de Alvide Nº3 (Agrup. de Esc. de Alvide) - Jardim de Infância (4-5anos) (Ed.ª Helena Lopes) (Fev. 2010)

terça-feira, 16 de março de 2010

As primeiras actividades ...

Aqui fica o link para as primeiras actividades partilhadas pelos professores que estão a participar na formação «Aprender, TIC e Educação para a Paz - que desafios?». Os relatos são de sua autoria, bem como tudo o que diz respeito ao desenvolvimento das actividades.

O link:

- http://sites.google.com/site/educacaopelapaz/home2/lista-de-actividade

Algum comentário, questão ou dúvida, disponham, escrevendo um mail para: educacao.paz@gmail.com