quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Recurso: «Europa em movimento ...»


O recurso didático “Europa em Movimento” concretiza-se num kit pedagógico bilingue (versão portuguesa e versão inglesa) sobre a temática da cidadania europeia, com conteúdos multimédia interativos (vídeos, animações, quizzes) diferenciados para cada nível de ensino. Este produto pode ser utilizado pelos docentes como um recurso técnico-pedagógico para aplicar em contexto de sala de aula e pelos alunos como uma ferramenta de exploração individual de carácter lúdico-educativa.

Este recurso agrega quatro percursos sobre os temas da União Europeia e Cidadania, divididos pelos seguintes níveis de ensino:

1ºciclo do ensino básico - dos 6 aos 9 anos (http://www.cecoa.pt/Upload/Projetos/Nacionais/CIEJD/VERS%C3%83O%20PT/N%C3%ADvel%201/Web/Europa%20em%20Movimento%20-%20%20N%C3%ADvel%201/player.html)
• 2º ciclo do ensino básico - dos 9 aos 12 anos
• 3ºciclo do ensino básico - dos 12 aos 15 anos
• Ensino secundário e profissional 


Para saber mais: http://www.cecoa.pt/pt-PT/39/1/136/Projeto.aspx?AspxAutoDetectCookieSupport=1

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Duas «histórias em 77 palavras»

Ontem - Dia da Música - lancei este desafio a alguns dos alunos que apoio na minha escola: escrever uma «história em 77 palavras» (desafio da Margarida Fonseca Santos), em que entrassem as palavras música, silêncio e ruído. Foi uma escrita conjunta, apoiada por mim - um exercício que vale sempre a pena fazer. Aqui ficam elas:

Ouvir música
http://77palavras.blogspot.pt/2013/10/ouvir-musica.html
Era uma vez uma menina que ouvia música no recreio. Estava muito
ruído à volta dela.
Ela procurava um sítio de silêncio, de paz, para ouvir a música que
tanto gostava.
O pai não a tinha deixado ir ao cinema com os amigos. Estava triste.
Com os amigos era muita a conversa e a brincadeira – o silêncio fugia – mas ela também gostava muito. Tanto que nem davam pelo "ruído" que faziam para os crescidos à sua volta.

Madalena Maçãs e João Pedro Matias, 8 anos, Lisboa

Quando estou triste
http://77palavras.blogspot.pt/2013/10/quando-estou-triste.html
Eu gosto muito de tocar flauta.
Quando sopro com força, às vezes, faz um ruído desagradável, como se
fosse um apito forte.
Mas há uma música que toco na flauta que me faz lembrar a minha mãe.
Fico triste porque ela vive no Porto. Está longe. Só falo com ela ao
telefone. Tenho muitas saudades dela.
Quando estou triste umas vezes gosto de ficar em silêncio, outras
vezes vou jogar PSP (playstation) ao pé do meu pai.

João Miguel Figueiredo, 9 anos, Lisboa

 Imagem do Blog "histórias em 77 palavras".

PAZ EM CICLO II - Cinema e Debate (CPPC, Porto)


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A dimensão ética de "ser professor/a"


 Refletindo e pesquisando sobre a avaliação do desempenho docente e a dimensão ética da profissão docente, encontrei este artigo de Caetano e Silva (2009). Este artigo faz referência a toda a legislação do sistema educativo sobre este assunto - uma dimensão que começa por surgir na Lei de Bases do Sistema Educativo (Artigo 3.º - Princípios Organizativos) e se vai tornando presente em toda a legislação d'aí decorrente, nomeadamente no Estatuto da Carreira Docente (Artigo 13.º - Formação inicial e Artigo 42.º - Avaliação de Desempenho Docente). As autoras deste artigo fazem ainda referência à investigação e, através desta, ao que os professores pensam a este propósito. Este é um artigo que vale a pena ser lido por todos os atores educativos (professores, pais, administração e governantes).


«(...) os professores, quando lhes é pedido para se exprimirem acerca do que pensam que é ser professor, definem a sua profissão como uma actividade constitutivamente ética: ética porque o professor deve agir na observância de um conjunto de princípios de natureza moral e também porque o que se espera do professor é que ele recorra a uma estratégia, desenvolva um método e disponha de recursos para promover a formação ética dos alunos. Com efeito, “relativamente ao modo como os professores definem a docência, assume particular relevo a função de educar, formar os alunos e contribuir para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e jovens”, sublinhando‑se que “ser professor (…) obriga a um modo particular de ser e de estar” (Silva, 1994, p. 93). Pensam assim, tanto os professores mais jovens, e que se encontram no início da carreira, como os professores mais velhos, já no topo ou no meio da carreira, que colaboraram no estudo de Silva. Para todos eles, a ideia de docência organiza‑se em torno de dois pólos: um, a afirmação que o desempenho da profissão reclama dos profissionais características especiais e lhes impõe exigências de comportamento e, outro, que a docência se realiza na transformação do aluno com vista a que se conduza por referência a valores de natureza ética. Para estes docentes parece ser claro que “levar cada pessoa à descoberta do que em si é humano e a constituir‑se, desse modo, como sujeito moral e ético autodeterminado é, propriamente falando, a tarefa educativa” (Seiça, 2003, p. 37).»

«(...) A noção de ética gira em torno de princípios e valores, orientando a acção o estabelecimento de regras para o bem, nomeadamente o bem do aluno. Os professores orientam‑se maioritariamente por uma perspectiva contextualista e consequencialista que considera, no particular, a protecção do outro e o cuidado, através do diálogo e da análise de situações concretas, mas também são orientados por valores como o respeito e a solidariedade, a liberdade e autonomia, a justiça, imparcialidade e igualdade,a honestidade e verdade, a responsabilidade e dignidade humanas, o rigor e a competência. (...)»

In Caetano, A. P. & Silva, M. L. (2009). Ética profissional e formação de professores.
Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 08, pp. 49 ‑ 60. Recolhido em http://sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/S8_PTG_Caetano&Silva%284%29.pdf