domingo, 21 de dezembro de 2014
A paz pessoal, individual
A Paz pessoal, uma das dimensões da Paz, tão descurada na nossa
sociedade ... tal como as restantes dimensões: a paz social, a paz
militar e a paz na relação com o mundo natural ... importante ver e
pensar para os tempos atuais ...
sábado, 20 de dezembro de 2014
«A viagem com a Luz ...»
Estamos a levantar lentamente as âncoras e a içar as velas, mas há muito que preparativos para esta "viagem" se iniciaram, por isso os registos estão em atualização ... aqui deixo um pequeno apontamento http://aviagemcomaluz.blogspot.pt/
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
O valor simbólico de uma lista em papel...
Numa escola que conheço bem, a mudança de turnos ao almoço era uma grande confusão. As professoras, apesar de estarem na sua hora de almoço, decidiram ajudar e tentaram organizar os alunos. Uma delas combinou com os seus alunos (3.º anos de escolaridade), que iriam organizar-se numa fila e que seriam os últimos a entrar: assim evitariam a confusão e saberiam sempre como organizar-se. Chegaram mesmo a fazer uma lista escrita em papel da ordem em que o meninos se deveriam pôr na fila. Assim, não haveria dúvidas, saberiam sempre como organizar-se. À vez, os presidentes (uma das tarefas semanais rotativas na turma) ajudavam a fazer a fila. Esta organização durou umas seis semanas sem qualquer confusão.
Foi na última semana que levaram para o Conselho da turma, quando fazem a avaliação da semana, a questão da entrada para o almoço: não estava a correr bem, já não estavam a fazer a fila como estava combinado. Discutida a razão do que estava a acontecer, chegou-se à conclusão que o problema foi naquela semana os presidentes se terem esquecido muitas vezes de levar a lista para o recreio, para ajudar a fazer a fila. Ou seja, como não havia lista, havia quem dissesse que já não havia fila, que já não era preciso respeitar a ordem combinada ... :-) ... tão bom que é não haver regras ou infringi-las! ... :-)
A autoridade ali era exercida, reificada, por uma lista de papel que não estando presente deixava por isso de ser respeitada.
... ou a importância dos símbolos ou ainda a necessidade (ou não!!) de uma lista de nomes para ajudar na organização de uma fila.
Foi na última semana que levaram para o Conselho da turma, quando fazem a avaliação da semana, a questão da entrada para o almoço: não estava a correr bem, já não estavam a fazer a fila como estava combinado. Discutida a razão do que estava a acontecer, chegou-se à conclusão que o problema foi naquela semana os presidentes se terem esquecido muitas vezes de levar a lista para o recreio, para ajudar a fazer a fila. Ou seja, como não havia lista, havia quem dissesse que já não havia fila, que já não era preciso respeitar a ordem combinada ... :-) ... tão bom que é não haver regras ou infringi-las! ... :-)
A autoridade ali era exercida, reificada, por uma lista de papel que não estando presente deixava por isso de ser respeitada.
... ou a importância dos símbolos ou ainda a necessidade (ou não!!) de uma lista de nomes para ajudar na organização de uma fila.
P.S. - É a minha turma, evidentemente.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Nada pode substituir a relação
É bem verdade «não há nada que possa substituir a relação». Mas as técnicas, os métodos ou uma «boa teoria» («Não há nada mais prático, do que uma boa teoria.», K.Lewin), ajudam-nos a perceber melhor o que fazemos e a ficarmos mais disponíveis para a relação.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014
«Emprestar»
Num final de um longo dia, com aulas até às 17h30, que andamos a treinar não sejam tão atribulados, assisto a um conflito por causa do empréstimo de uma revista entre duas meninas.
De imediato proponho um "teatro" em que troquem os papéis, a Maria (a dona da revista) vai fazer de Rita (a menina que queria ver a revista da Maria) e a Rita vai fazer de Maria. Cada uma coloca-se de um lado do quadro. Rita (a agora "dona da revista", a fazer de Maria) tem consigo a revista que quer ver e Maria (a fazer de Rita, a colega que quer ver a revista) pede-lhe a revista emprestada. Esta "Maria" de imediato vai entregar a revista a "Rita". Coloco-me ao fundo da sala para dirigir a cena.
Pergunto quem quer fazer o papel de Maria de forma mais parecida com o que ela tinha realmente feito. Logo um voluntário põe o dedo no ar. Quando assume o papel começa por abraçar a revista, mostrando a posse, mas assim que "Rita" lha pede, ele hesita um pouco, mas vai entregar-lha. Pergunto a "Rita" o que sente, responde que queria muito ver a revista e que conseguiu o que queria.
Pergunto se mais alguém ainda quer fazer de outra "Maria", logo uma outra menina se oferece. Esta abraça a revista e vira as costas a "Rita", mesmo quando esta lhe pede a revista emprestada. "Maria" não sai do seu espaço. Quando pergunto a "Rita" o que sente agora, ela, com um tom meio entristecido responde: «Como era bom se a "Maria" me emprestasse a revista ...».
Ao meu lado, Ema sussurra só para mim: «Se emprestamos alguma coisa, começam a saltar as flores como numa chuva.»
Fico maravilhada e peço-lhe que escreva sobre o que tinha estado a ver. Toca e todos querem sair.
P.S. - Este relato é verdadeiro, mas os nomes são fictícios.
Nota: Aqui fica o link para o relato desta situação feito por uma aluna - http://aviagemcomaluz.blogspot.pt/2015/02/a-matilde-aprende-emprestar.html
De imediato proponho um "teatro" em que troquem os papéis, a Maria (a dona da revista) vai fazer de Rita (a menina que queria ver a revista da Maria) e a Rita vai fazer de Maria. Cada uma coloca-se de um lado do quadro. Rita (a agora "dona da revista", a fazer de Maria) tem consigo a revista que quer ver e Maria (a fazer de Rita, a colega que quer ver a revista) pede-lhe a revista emprestada. Esta "Maria" de imediato vai entregar a revista a "Rita". Coloco-me ao fundo da sala para dirigir a cena.
Pergunto quem quer fazer o papel de Maria de forma mais parecida com o que ela tinha realmente feito. Logo um voluntário põe o dedo no ar. Quando assume o papel começa por abraçar a revista, mostrando a posse, mas assim que "Rita" lha pede, ele hesita um pouco, mas vai entregar-lha. Pergunto a "Rita" o que sente, responde que queria muito ver a revista e que conseguiu o que queria.
Pergunto se mais alguém ainda quer fazer de outra "Maria", logo uma outra menina se oferece. Esta abraça a revista e vira as costas a "Rita", mesmo quando esta lhe pede a revista emprestada. "Maria" não sai do seu espaço. Quando pergunto a "Rita" o que sente agora, ela, com um tom meio entristecido responde: «Como era bom se a "Maria" me emprestasse a revista ...».
Ao meu lado, Ema sussurra só para mim: «Se emprestamos alguma coisa, começam a saltar as flores como numa chuva.»
Fico maravilhada e peço-lhe que escreva sobre o que tinha estado a ver. Toca e todos querem sair.
P.S. - Este relato é verdadeiro, mas os nomes são fictícios.
Nota: Aqui fica o link para o relato desta situação feito por uma aluna - http://aviagemcomaluz.blogspot.pt/2015/02/a-matilde-aprende-emprestar.html
Assinar:
Postagens (Atom)