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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Duas «histórias em 77 palavras»

Ontem - Dia da Música - lancei este desafio a alguns dos alunos que apoio na minha escola: escrever uma «história em 77 palavras» (desafio da Margarida Fonseca Santos), em que entrassem as palavras música, silêncio e ruído. Foi uma escrita conjunta, apoiada por mim - um exercício que vale sempre a pena fazer. Aqui ficam elas:

Ouvir música
http://77palavras.blogspot.pt/2013/10/ouvir-musica.html
Era uma vez uma menina que ouvia música no recreio. Estava muito
ruído à volta dela.
Ela procurava um sítio de silêncio, de paz, para ouvir a música que
tanto gostava.
O pai não a tinha deixado ir ao cinema com os amigos. Estava triste.
Com os amigos era muita a conversa e a brincadeira – o silêncio fugia – mas ela também gostava muito. Tanto que nem davam pelo "ruído" que faziam para os crescidos à sua volta.

Madalena Maçãs e João Pedro Matias, 8 anos, Lisboa

Quando estou triste
http://77palavras.blogspot.pt/2013/10/quando-estou-triste.html
Eu gosto muito de tocar flauta.
Quando sopro com força, às vezes, faz um ruído desagradável, como se
fosse um apito forte.
Mas há uma música que toco na flauta que me faz lembrar a minha mãe.
Fico triste porque ela vive no Porto. Está longe. Só falo com ela ao
telefone. Tenho muitas saudades dela.
Quando estou triste umas vezes gosto de ficar em silêncio, outras
vezes vou jogar PSP (playstation) ao pé do meu pai.

João Miguel Figueiredo, 9 anos, Lisboa

 Imagem do Blog "histórias em 77 palavras".

domingo, 1 de setembro de 2013

"Quando a escola deixar de ser uma fábrica de alunos"!!

"(...) As mudanças que estão em curso vão ter de envolver, obrigatoriamente, cinco dimensões: a política, a tecnológica, a pedagógica, a curricular e a da formação de professores. (...)"

Muito bem escrito! Com base em autores e investigadores de referência a nível nacional (Vitor Teodoro, João Barroso, Anónio Dias de Figueiredo) - A não perder!!

Para ler mais: http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Corpo, Música e Psicodrama


"A música dá-nos um impulso para procurar no nosso corpo recursos escondidos. A música é um elemento que ajuda a encontrar emoções, imagens e memórias. O corpo é uma caixa de ressonância onde a música dá possibilidade de fazer sair para a luz situações da história de vida que podem ser trabalhadas psicodramaticamente.
Cada música está em relação com uma parte do corpo e com cada música movemos diferentes partes do corpo.
O nosso corpo é o meio com o qual nos pomos em relação com o mundo. Através do corpo registamos as nossas possibilidades e impossibilidades. E no que nós não podemos fazer, encontraremos um tesouro por descobrir."



Sábado, dia 15 de Junho das 10h às 18h
destinatários : Toda/os.
Preço: 70 euros
Local: Hotel Riviera, Carcavelos
Contacto: maciel.manuela@gmail.com ou TM 962862962

domingo, 27 de janeiro de 2013

"Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania" - uma confusão?!


A quem serve esta "confusão"? A quem servem estes espartilhos?

 In http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaocidadania/index.php?s=directorio&pid=71

A propósito do dia 30 de janeiro, o Dia escolar pela não violência e pela paz (dia do assassinato de Mahatma Gandhi), fui à procura do que se diz na página oficial do MEC sobre Educação para a Cidadania, assumindo uma estreita, e natural, relação entre esta e a Educação para a Paz. Encontrei nesta página: http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaocidadania/index.php?s=directorio&pid=71 - datada de dezembro 2012, as Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania, que li atentamente.

A Educação para a Paz aparece associada à Educação para a segurança e defesa nacional «que pretende evidenciar o contributo específico dos órgãos e estruturas de defesa para a afirmação e preservação dos direitos e liberdades civis, bem como a natureza e finalidades da sua atividade em tempo de paz» (DGE / MEC, 2012). Na minha perspetiva, trata-se, segundo os estudiosos (d'Ambrósio, 2002; Jares, 1991; Pureza, 2004; Galtung, 2005), da mais pobre e redutora forma de encarar a Educação para a Paz, pois limita-a à ausência de guerra, ou seja, a paz encarada apenas como antónimo de violência direta.

Todos sabemos que existem nas nossas sociedades outras formas de violência, as da violência indireta, que impedem a realização plena de cada ser humano e o respetivo contributo para o desenvolvimento humano do grupo social a que pertence - a plena realização de cada um está intimamente associada ao desenvolvimento social e humano dos coletivos a que pertence. Neste texto do MEC, ignora-se a violência estrutural, relacionada com a satisfação das necessidades básicas necessárias à sobrevivência de qualquer ser humano. Ignora-se a violência cultural exercida através dos media (e dos medos, como diz Castells, 2009) e de outras entidades manipuladoras de consciências (sobretudo as religiosas).

Não estranho esta visão por parte do atual governo - para quem a participação democrática também parece reduzida à democracia formal, ou seja, à participação nos atos eleitorais, as eleições nacionais: as legislativas, as autárquicas e as para a presidência da República.

Por seu turno, a Educação para a Cidadania, de acordo com este documento, é constituída por diversas componentes, mais ou menos instrumentais, mais ou menos essenciais à vivência comum democrática e quotidiana, mais ou menos próximas do grande referencial comum, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim, temos:
- a educação rodoviária;
- a educação para o desenvolvimento;
- a educação para a igualdade de género;
- a educação para os direitos humanos;
- a educação para a segurança e defesa nacional;
- a promoção do voluntariado;
- a educação ambiental/desenvolvimento sustentável;
- a dimensão europeia da educação;
- a educação para os media;
- a educação para a saúde e a sexualidade;
- a educação para o empreendedorismo;
- a educação do consumidor;
- a educação intercultural.

Tudo dimensões que fazem parte das nossas vidas e do nosso viver em sociedade, não há dúvida, mas que, em meu entender, muito facilmente poderíamos relacionar com as diversas disciplinas ou áreas curriculares. Ambos os tipos de onhecimento teriam a ganhar, quer os saberes disciplinares que poderiam ser mais contextualizados, logo relacionados com a realidade, assumindo um maior significado para alunos e professores; quer estas dimensões transversais, uma vez que poderiam ganhar também um outro significado na sua relação com as áreas tradicionais do conhecimento, as áreas disciplinares mais antigas. A não ser assim, tudo fica árido e seco, despido de sentido e descontextualizados, deixando cair as relações e os afetos, bem como os sentimentos e as emoções que sempre as acompanham, a par da poesia, da criatividade, autorizamos que uma racionalidade mecânica, determinista se imponha. Foi isso que nos trouxe ao ponto, ao momento em que nos encontramos.

Em minha opinião, a Educação para a Paz está relacionada com o sonho, com a utopia, que antevemos e desejamos para o vivermos em conjunto, o vivermos em sociedade, numa sociedade aberta em que as contradições, conflitos e tensões são resolvidas de forma não violenta e criativa, nomeadamente através de ações dialógicas, contribuindo assim para o desenvolvimento dos indivíduos (nas suas várias dimensões) e dos coletivos a que pertencem. É a partir daqui que se deve pensar e repensar a escola e tudo o que nela se passa.

[Atualizado a 31/10/2014.]

Referências:
Castells, M. (2009). Communication and Power. Oxford: University Press
D'Ambrosio, U. (2002). Educação Matemática da Teoria à Prática. Campinas, S. Paulo: Papirus Editora
Galtung, J. (2005). Três formas de violência, três formas de paz. A paz, a guerra e a formação social indo-europeia. Revista Crítica de Ciências Sociais, Nº 71, pp. 63-75
Jares, X.R. (1991). Educación para la paz. Su teoría y su práctica. Madrid: Educación Popular
Pureza, J.M. (2004). Editorial. P@x - Boletim on-line. Núcleo de Estudos da Paz, N.º 1. Recolhido em http://www.ces.uc.pt/nucleos/nep/media/pdfs/P@x1port.pdf

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pedro e o Logo (Prokofiev) - Dia 15/09, às 15h, FCG

Um ótimo programa para famílias e amigos de crianças com mais de 5/6 anos - 50 anos da orquestra da FCG: Pedro e o Logo (Prokofiev) - Dia 15/09, às 15h, Grande Auditório
Fundação Calouste Gulbenkian

 
Para saber mais: