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domingo, 20 de julho de 2014
Pela Paz entre palestinianos e israelitas #8 - será este um sinal de esperança?
In Palestine TV: http://www.facebook.com/PalestineTv/photos/a.132592190144117.25560.132091353527534/715905878479409/?type=1&theater
quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
«A Paz», por Gilberto Gil
"João Donato apareceu em casa um dia com uma fita com várias canções,
todas chamadas Leila - Leila 1, 2, 3, 4 - umas quinze ou dezesseis no
total. Eu disse: 'Deixa pra outro dia, hoje a gente não tem tempo...' E
ele: 'Não, vá, apure aí, faça alguma coisa'. E começou a cochilar ao meu
lado. A imagem dele dormindo sossegado, em plena luz do dia, me chamou a
atenção para o sentido da paz. Me veio à lembrança o título do livro
Guerra e Paz, de Tolstoi, e a letra foi sendo construída sobre essa contradição, reiterando minha insistência sobre o paradoxo.
" 'Uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz', em A Paz; 'a luz
nasce da escuridão', em Deixar Você; 'minha religião é a luz na
escuridão', em Minha Ideologia, Minha Religião, o canto de abertura do
disco Dia Dorim Noite Neon. Essa a recorrência básica no meu trabalho:
yin e yang, noite e dia, sim e não, permanência e transcendência,
realidade e virtualidade: a polaridade criativa (e criadora). 'Porque eu
sou e Deus é, e disso é que nasce toda a criação', como diz uma outra
música minha, É."
sexta-feira, 20 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Papa Francisco entrevistado por Henrique Cymerman.
Veja AQUI a entrevista na íntegra dada pelo Papa Francisco a Henrique Cymerman esta semana.
Aqui veja um artigo (em inglês) sobre o encontro em Jerusalém entre o Papa, Shimon Peres (Lídear israelita) e Abu Mazen (Líder palestiniano): http://vaticaninsider.lastampa.it/en/the-vatican/detail/articolo/francesco-terra-santa-34639/
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Educação Ambiental: seis áreas de intervenção
Seis áreas de educação ambiental identificadas pela ONU: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=37184&bl=1
domingo, 1 de junho de 2014
«Brincar é a atividade mais séria que as crinças fazem», por José Morgado
Este artigo do José Morgado - que é obrigatório ler - fez-me sentir como
fui privilegiada na minha infância, por me terem possibilitado viver
entre o campo e a cidade, aprendendo o sabor e a vida, as rotinas destes
dois mundos ...
No outro dia numa aula, em que se falava de cadeias alimentares, fiquei com a impressão que estávamos a falar de algo que aquelas crianças, que tinha na minha frente, nunca tinham visto: galinhas, no campo ou numa capoeira, a esgravatar na terra à procura de vermes ou minhocas, ou a debicar folhas de couves, ou grãos de milho, ...
«Há muitos anos, lembro-me bem, ainda brincávamos na rua, melhor
dizendo, ainda brincávamos. É certo que muitos de nós não tiveram grande
tempo para brincar, logo de pequenos ficaram grandes. Não tínhamos
muitos brinquedos, mas tínhamos um tempo e um espaço onde cabiam todas
as brincadeiras, quase sempre na rua.
No imperdível O Mundo, o mundo é a rua da tua infância, Juan José Millás recorda-nos como a rua, a nossa rua foi o princípio do nosso mundo e nos marca. Quantas histórias e experiências muitos de nós carregamos vindas do brincar e andar na rua e que contribuíram de formas diferentes para aquilo que somos e de que gostamos.
Como muitas vezes tenho escrito e afirmado, o eixo central da acção educativa, escolar ou familiar, é a autonomia, a capacidade e a competência para “tomar conta de si” como fala Almada Negreiros. A rua, a abertura, o espaço, o risco (controlado obviamente), os desafios, os limites, as experiências, são ferramentas fortíssimas de desenvolvimento e promoção dessa autonomia.
Talvez, devagarinho e com os riscos controlados, valesse a pena trazer os miúdos para a rua, mesmo que por pouco tempo e não todos os dias.
Eles iriam gostar e far-lhes-ia bem.
Por outro lado, ao que parece, afirmam alguns que não percebem de miúdos, os tempos não são de brincar, são de trabalhar, trabalhar muito, em nome da competitividade e da produtividade, condição para a felicidade, entendem. Roubaram aos miúdos o tempo e o espaço que nós tínhamos e empregam-nos horas sem fim nas fábricas de pessoas, escolas, chamam-lhes. Aí os miúdos trabalham a sério, a tempo inteiro, dizem, pois, só assim, serão grandes a sério, evidentemente.
Às vezes, alguns miúdos ainda brincam de forma escondida, é que brincar passou a uma actividade quase clandestina que só pais, educadores ou professores “românticos” e “incompetentes” acham importante.
Muitos outros miúdos vão para umas coisas a que chamam “tempos livres”, que, em algumas circunstâncias, de livres têm pouco e onde, frequentemente, se confunde brincar com entreter e, outras vezes, acontece a continuação do trabalho que se faz na fábrica de pessoas, a escola.
Também são encaixados em dezenas de actividades "fantásticas", com designações "fantásticas", que promovem competências "fantásticas" e fazem um bem "fantástico" a tudo e mais alguma coisa. A vida de alguns miúdos transforma-se numa espécie de sobrecarregada agenda cujas vantagens serão poucas e os riscos são de considerar.
Era bom escutar os miúdos.
Na verdade, se perguntarem aos miúdos, vão ficar a saber que brincar é a actividade mais séria que eles fazem, em que põem tudo o que são, sendo ainda a base de tudo o que virão a ser.»
O autor é professor universitário no ISPA - Instituto Universitário
In PÚBLICO, 14/05/2014: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/brincar-e-a-actividade-mais-seria-que-as-criancas-fazem-1635872
No outro dia numa aula, em que se falava de cadeias alimentares, fiquei com a impressão que estávamos a falar de algo que aquelas crianças, que tinha na minha frente, nunca tinham visto: galinhas, no campo ou numa capoeira, a esgravatar na terra à procura de vermes ou minhocas, ou a debicar folhas de couves, ou grãos de milho, ...
Entretanto, chegaram outros tempos. Tempos que, para
além das mudanças muito significativas nos estilos de vida das
famílias, também parecem estar a criar outras ideias sobre o brincar e
as brincadeiras. As questões relativas à segurança, obviamente
importantes, não chegam para explicar a razão pela qual as famílias
portuguesas usam tão pouco tempo em actividades de ar livre ainda que o
clima seja favorável boa parte do ano. Aliás, nos países nórdicos,
apesar das diferenças climáticas, verificam-se os níveis mais altos de
actividades ao ar livre com implicações positivas na qualidade de vida,
nas suas várias dimensões, de miúdos e crescidos.
Embora
consciente, repito, das questões como risco, segurança e estilos de vida
das famílias, creio que seria possível tentar “devolver” os miúdos ao
circular e brincar na rua. Talvez com a colaboração de tantos velhos que
estão sozinhos, alguns morrem mesmo de "sozinhismo", as comunidades e
as famílias conseguissem algumas oportunidades para ter as crianças por
algum tempo fora das paredes de uma casa, da escola, do centro
comercial, do banco de trás do automóvel, do ecrã ou dos “espaços
estereotipados” que o mercado criou.No imperdível O Mundo, o mundo é a rua da tua infância, Juan José Millás recorda-nos como a rua, a nossa rua foi o princípio do nosso mundo e nos marca. Quantas histórias e experiências muitos de nós carregamos vindas do brincar e andar na rua e que contribuíram de formas diferentes para aquilo que somos e de que gostamos.
Como muitas vezes tenho escrito e afirmado, o eixo central da acção educativa, escolar ou familiar, é a autonomia, a capacidade e a competência para “tomar conta de si” como fala Almada Negreiros. A rua, a abertura, o espaço, o risco (controlado obviamente), os desafios, os limites, as experiências, são ferramentas fortíssimas de desenvolvimento e promoção dessa autonomia.
Talvez, devagarinho e com os riscos controlados, valesse a pena trazer os miúdos para a rua, mesmo que por pouco tempo e não todos os dias.
Eles iriam gostar e far-lhes-ia bem.
Por outro lado, ao que parece, afirmam alguns que não percebem de miúdos, os tempos não são de brincar, são de trabalhar, trabalhar muito, em nome da competitividade e da produtividade, condição para a felicidade, entendem. Roubaram aos miúdos o tempo e o espaço que nós tínhamos e empregam-nos horas sem fim nas fábricas de pessoas, escolas, chamam-lhes. Aí os miúdos trabalham a sério, a tempo inteiro, dizem, pois, só assim, serão grandes a sério, evidentemente.
Às vezes, alguns miúdos ainda brincam de forma escondida, é que brincar passou a uma actividade quase clandestina que só pais, educadores ou professores “românticos” e “incompetentes” acham importante.
Muitos outros miúdos vão para umas coisas a que chamam “tempos livres”, que, em algumas circunstâncias, de livres têm pouco e onde, frequentemente, se confunde brincar com entreter e, outras vezes, acontece a continuação do trabalho que se faz na fábrica de pessoas, a escola.
Também são encaixados em dezenas de actividades "fantásticas", com designações "fantásticas", que promovem competências "fantásticas" e fazem um bem "fantástico" a tudo e mais alguma coisa. A vida de alguns miúdos transforma-se numa espécie de sobrecarregada agenda cujas vantagens serão poucas e os riscos são de considerar.
Era bom escutar os miúdos.
Na verdade, se perguntarem aos miúdos, vão ficar a saber que brincar é a actividade mais séria que eles fazem, em que põem tudo o que são, sendo ainda a base de tudo o que virão a ser.»
O autor é professor universitário no ISPA - Instituto Universitário
In PÚBLICO, 14/05/2014: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/brincar-e-a-actividade-mais-seria-que-as-criancas-fazem-1635872
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Dia do Pedagogo - 20 de Maio
Para saber mais sobre:
Rubem Alves - http://www.rubemalves.com.br/biografia.php
Nelson Mandela - http://aprender-tic-educaoparaapaz.blogspot.pt/search/label/Nelson%20Mandela
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