Nota: Através da minha amiga Estela Rodrigues. Muito obrigada, Estela.
terça-feira, 12 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Campanha "E se fosse eu ?! ..." - Uma situação inimaginável!! #esefosseeu
A propósito da Campanha "E se fosse eu ...?!" #esefosseeu
É verdade que é preciso pormo-nos na pele dos outros, calçar os seus sapatos ... mas há situações que são de uma tal violência, de uma tal desumanidade, que se tornam completamente insuportáveis.
Será que, enquanto adultos conseguimos imaginar uma situação que de tão insuportável que é, nos leva a tomar a decisão de correr o risco de, com os nossos filhos, crianças com menos de 10 anos, partir numa travessia em que estaremos todos (pais e filhos) sempre entre a vida e a morte? Uma travessia de que não temos qualquer garantia de ser bem sucedida?
Eu não consigo!! Diz o povo, que é sábio, há coisas que não conseguimos imaginar como reagiríamos, a não ser que passemos por elas: só na situação saberíamos exatamente qual a decisão que tomaríamos ou a reação que teríamos.
Quando ouvi pela primeira vez falar da campanha "E se fosse eu?!" pensei:
"Mas estamos a preparar-nos para uma situação de guerra? Estamos a preparar as nossas crianças e jovens para uma situação de guerra?! Como é que isto é possível?!?"
Em minha opinião, a solidariedade e a compaixão não se preparam, não se educam, assim.
A propósito desta situação que vivemos, da II Guerra Mundial e do Holocausto, escrevi com os meus alunos a seguinte carta: AQUI Estamos agora a enviá-la para vários Presidentes, a nível nacional e mundial (Convidamos, desde já, todos os interessados, a juntarem-se a nós.)
As situações de guerra, são situações de guerra!! De uma crueldade e desumanidade completamente inimagináveis. É aqui que não podemos deixar que se chegue!!
É na memória do que já foi a história e do que não queremos que volte a ser, que nos devemos situar.
Não tenho nada contra o colocarmo-nos no lugar do outro, do tentar perceber o que «o» levou a chegar até nós, mas tenho a consciência de que por mais que tente, que tenho jantar à mesa, um teto para onde volto todos os dias, trabalho, salário, família, amigos, filhas a são e salvo ... tudo o mais serão puras especulações.
A mochila da Joana de Vasconcelos poderia ser a minha, sei lá ... Imagino a minha com uma escova de dentes, uma muda de roupa, um telemóvel, um sumo, pão e chocolate - a minha mãe ensinou-me a nunca partir de viagem sem levar uma tablet de chocolate (sabe-se lá o que pode acontecer!)
Gosto mais de trabalhar com os meus alunos pelos seus sonhos, por aquilo que gostaríamos que fosse a Europa, pelas guerras que existem e que é preciso transformar em Paz. A realidade já é tão violenta e pesada que é no dia a dia que, reconhecendo-a, a precisamos de ir transformando - começando por cada um de nós, por aquilo que está ao nosso alcance, com o nosso sentido crítico, a nossa boa-vontade, por aquilo que cada um, com os que estão à sua volta, é capaz de fazer.
Esta é só uma "gota de água".
Margarida Belchior
(11/04/2016)
É verdade que é preciso pormo-nos na pele dos outros, calçar os seus sapatos ... mas há situações que são de uma tal violência, de uma tal desumanidade, que se tornam completamente insuportáveis.
Será que, enquanto adultos conseguimos imaginar uma situação que de tão insuportável que é, nos leva a tomar a decisão de correr o risco de, com os nossos filhos, crianças com menos de 10 anos, partir numa travessia em que estaremos todos (pais e filhos) sempre entre a vida e a morte? Uma travessia de que não temos qualquer garantia de ser bem sucedida?
Eu não consigo!! Diz o povo, que é sábio, há coisas que não conseguimos imaginar como reagiríamos, a não ser que passemos por elas: só na situação saberíamos exatamente qual a decisão que tomaríamos ou a reação que teríamos.
Quando ouvi pela primeira vez falar da campanha "E se fosse eu?!" pensei:
"Mas estamos a preparar-nos para uma situação de guerra? Estamos a preparar as nossas crianças e jovens para uma situação de guerra?! Como é que isto é possível?!?"
Em minha opinião, a solidariedade e a compaixão não se preparam, não se educam, assim.
A propósito desta situação que vivemos, da II Guerra Mundial e do Holocausto, escrevi com os meus alunos a seguinte carta: AQUI Estamos agora a enviá-la para vários Presidentes, a nível nacional e mundial (Convidamos, desde já, todos os interessados, a juntarem-se a nós.)
As situações de guerra, são situações de guerra!! De uma crueldade e desumanidade completamente inimagináveis. É aqui que não podemos deixar que se chegue!!
É na memória do que já foi a história e do que não queremos que volte a ser, que nos devemos situar.
Não tenho nada contra o colocarmo-nos no lugar do outro, do tentar perceber o que «o» levou a chegar até nós, mas tenho a consciência de que por mais que tente, que tenho jantar à mesa, um teto para onde volto todos os dias, trabalho, salário, família, amigos, filhas a são e salvo ... tudo o mais serão puras especulações.
A mochila da Joana de Vasconcelos poderia ser a minha, sei lá ... Imagino a minha com uma escova de dentes, uma muda de roupa, um telemóvel, um sumo, pão e chocolate - a minha mãe ensinou-me a nunca partir de viagem sem levar uma tablet de chocolate (sabe-se lá o que pode acontecer!)
Gosto mais de trabalhar com os meus alunos pelos seus sonhos, por aquilo que gostaríamos que fosse a Europa, pelas guerras que existem e que é preciso transformar em Paz. A realidade já é tão violenta e pesada que é no dia a dia que, reconhecendo-a, a precisamos de ir transformando - começando por cada um de nós, por aquilo que está ao nosso alcance, com o nosso sentido crítico, a nossa boa-vontade, por aquilo que cada um, com os que estão à sua volta, é capaz de fazer.
Esta é só uma "gota de água".
Margarida Belchior
(11/04/2016)
sexta-feira, 1 de abril de 2016
UNICEF: "Contos que não são de fadas"
Para saber mais: AQUI
In: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/03/unicef-lanca-contos-que-nao-sao-de-fadas-sobre-criancas-refugiadas/#.Vv7PNpwrJBx
sábado, 19 de março de 2016
Carta a todos os Presidentes: «Todos nós gostaríamos de pedir a Paz e o Amor no mundo.»
Olá, Senhores Presidentes e
Senhor Primeiro Ministro
Todos nós gostaríamos de pedir a Paz e o Amor no mundo.
Nós soubemos que houve muita gente a sofrer na II Guerra
Mundial e ficámos muito impressionados com o que se passou nessa época tão
triste. Aprendemos que o Hitler e as suas polícias nazis perseguiram muitos
judeus, ciganos e homossexuais e muitos morreram em campos de concentração.
Temos estado a ler o «Diário de Anne Frank» e ficámos
muito tristes com tudo o que lhe aconteceu a ela e à sua família.
Foi a este propósito que começámos a pensar no que
acontece às pessoas em todas as guerras:
as que aconteceram ao longo dos anos e as que estão a acontecer agora.
Sabemos que é por isso que há tantos refugiados a virem
para a Europa. Tal como sucedeu na II Guerra Mundial em que houve muitos judeus
a fugirem da Europa para os Estados Unidos da América e para outras partes do
Mundo.
Por isso vos escrevemos esta carta a pedir Paz e Amor no
Mundo.
Vamos divulgá-la para que muitos mais meninos e meninas
peçam pela paz no mundo.
Mandamos muitos cumprimentos a todos,
A turma do 4.º D
Escola EB Leão de Arroios
(18/2/2016)
Nota: Estas são fotos da carta que escrevemos e do cartaz que fizemos. Vamos enviar para vários Presidentes: Presidente da República, Primeiro Ministro, Presidente da Junta de Freguesia, Diretora do Agrupamento, Presidente da ONU, Presidente da UE e Presidente do Parlamento Europeu.
Vamos criar uma grande corrente de cartas de crianças a pedir pela Paz no Mundo!!
Se quiserem juntar-se a nós, neste pedido pela Paz no Mundo, escrevam uma carta também a todos os Presidentes.
Gostávamos muito tamde receber uma cópia da sua carta e uma foto do trabalho que fizerem, para publicarmos aqui no nosso blogue.
Nota: Estas são fotos da carta que escrevemos e do cartaz que fizemos. Vamos enviar para vários Presidentes: Presidente da República, Primeiro Ministro, Presidente da Junta de Freguesia, Diretora do Agrupamento, Presidente da ONU, Presidente da UE e Presidente do Parlamento Europeu.
Vamos criar uma grande corrente de cartas de crianças a pedir pela Paz no Mundo!!
Se quiserem juntar-se a nós, neste pedido pela Paz no Mundo, escrevam uma carta também a todos os Presidentes.
Gostávamos muito tamde receber uma cópia da sua carta e uma foto do trabalho que fizerem, para publicarmos aqui no nosso blogue.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Uma tarde de mão cheia: quanto vale a autonomia, o sentido do que fazemos e do nosso investimento?
Hoje estou com a "alma cheia" ... a minha sala de aula, com os meus alunos, parecia uma "fábrica de cultura", um espaço de autonomia, de desenvolvimento e de criação cultural. Vou explicar.
Como a realização da prenda para o Dia do Pai estava a correr tão bem (uma das minhas prioridades por estes dias; não posso ainda mostrar as fotografias das realização das prendas, para não desvendar uma surpresa que se vai tecendo na nossa cúmplicidade comum; agora já se pode mostrar AQUI) resolvi propôr-lhe que pintassem com os dedos o papel para a embrulhar. Nestes momentos tenho sempre uma grande preocupação em que esteja tudo muito organizado, para evitar o acidentes evitáveis (mas há sempre os inevitáveis) e eles já sabem que enquanto uns fazem uma coisa, outros fazem outra - no chamado Tempo de Estudo Autónomo (T.E.A., tal como aprendi no Movimento da Escola Moderna; um tempo em que cada um pode escolher o que vai fazer, mas do qual depois tem que dar conta e mostrar o que fez) - vai chegar a vez de todos pintarem (ainda por cima com os dedos, com as mãos nas tintas...), o dito papel de embrulho.
Como a realização da prenda para o Dia do Pai estava a correr tão bem (uma das minhas prioridades por estes dias; não posso ainda mostrar as fotografias das realização das prendas, para não desvendar uma surpresa que se vai tecendo na nossa cúmplicidade comum; agora já se pode mostrar AQUI) resolvi propôr-lhe que pintassem com os dedos o papel para a embrulhar. Nestes momentos tenho sempre uma grande preocupação em que esteja tudo muito organizado, para evitar o acidentes evitáveis (mas há sempre os inevitáveis) e eles já sabem que enquanto uns fazem uma coisa, outros fazem outra - no chamado Tempo de Estudo Autónomo (T.E.A., tal como aprendi no Movimento da Escola Moderna; um tempo em que cada um pode escolher o que vai fazer, mas do qual depois tem que dar conta e mostrar o que fez) - vai chegar a vez de todos pintarem (ainda por cima com os dedos, com as mãos nas tintas...), o dito papel de embrulho.
Foi só lançar o desafio. Do lançamento do desafio à descoberta do prazer de usar e sujar as mãos nas tintas foi um pequeno grande passo. A experimentação nunca mais acabava e a certa altura ficava mesmo difícil acabar e passar o lugar a outro. Quem terminava não resistia depois a ir ver o que os outros estavam a fazer e a experimentar.
Até chegámos a falar no "efeito de contágio", de imitação, como tínhamos visto que pode acontecer na exposição "Viral", na semana que passámos na Escola da Ciência Viva.
Mas e o que iam fazendo os restantes meninos da turma?
Uns liam, no Cantinho da leitura, junto da biblioteca da turma.
A certa altura, o responsável da biblioteca da turma, nesta semana (todas as semanas mudamos de tarefas, para todos aprenderem a fazer tudo), veio pedir-me fita-cola. Disse-lhe que a podia ir buscar à minha gaveta.
Quando dei conta a biblioteca estava arrumadinha e cheia de etiquetas, com as seguintes separações (categorias): "Histórias do Mundo" (livros sobre vários países), Conhecimento (livros e enciclopédias para os mais novos), Histórias, lendas e adivinhas (a chamada literatura infantil), os astros e ciências e as "Dúvidas" (aqueles que ele não sabia bem onde colocar). Ainda conversámos um bocadinho se poderiam ser sobre os "seres vivos", se não poderiam ir para a parte do "Conhecimento", mas isso não o satisfez. Lá lhe disse que agora tinha que ir falar sobre o que tinha estado a fazer aos colegas e que esta tinha sido uma excelente ideia.
Fui sendo solicitada aqui e ali. Alguém a certa altura veio perguntar-me quantos meninos só tinham querido a fotografia do grupo, porque estavam a escrever um problema para a turma e precisavam desse dado (estamos na altura de trazerem o dinheiro para pagar as fotografias que um fotógrafo veio fazer à escola). Respondi que deveriam ser 4, mas que não tinha bem a certeza. Elas lá foram continuar o seu problema e a minha preocupação continuava centrada na rotação dos meninos que estavam a pintar o papel de embulho. Estava tudo a correr muito bem.
Outro grupo, sentadas numa outra mesa, acabava o seu projeto sobre a separação dos lixos. Tinham acabado de fazer um pequeno cartaz para pôr junto aos caixotes do lixo da sala e agora iam escrever um pequeno texto para apresentarem à turma e para depois publicarmos nosso blogue.
Aproveitaram os folhetos de supermercado e fizeram um cartaz com todas as indicações. Ainda não vi o que escreveram, mas estou muito curiosa.
Outro grupo acabava também um projeto sobre a poluição. Um projeto que nem sei bem como nasceu, porque hoje foi apenas a segunda vez que ouvi falar dele.
Comecei a ficar maravilhada e entusiasmada. Uma destas meninas, só este ano começou a falar e a exprimir-se perante todo o grupo turma e agora já está num grupo a fazer projetos, sem a minha ajuda e de forma tão autónoma?! ... É preciso ver para acreditar. Estou muito curiosa para ver o resultado, mas só vou interferir naquilo em que me for solicitada a ajuda.
E, quando dou por mim, já o responsável pela biblioteca tinha continuado o seu labor e estava a construir um aviso, um pequeno cartaz, para que quem fosse ler livros no cantinho da leitura, não se esquecesse de os arrumar no devido lugar.
Depois estivemos a conversar sobre como ele poderia melhorar o cartaz para que os colegas o vissem e não se esquecessem.
Foi necessário recortar o desenho para colocar numa folha maior, Realçar as letras para se ler bem. Falta agora fazer a moldura para dar um maior destaque ao cartaz e à sua mensagem. Está tudo em marcha, amanhã vai ser acabado.
E tudo isto foi feito apenas numa hora, das 16h30 às 17h30, embora já tivessemos começado antes, mas eu até consegui tirar fotografias e continuar a gerir a pintura do papel de embrulho. Chegámos ao final do dia com onze papeis pintados, mas ainda a faltarem 12, que vão ser a nossa grande prioridade para amanhã. Depois ainda falta embrulhar as prendas.
E haverá ainda alguém que me venha dizer que na última semana de aulas não se faz nada na escola?
P.S. - Devo quase tudo aos meus mestres e quando os começo a enumerar são tantos que quase me perco e me sinto uma privilegiada. Incluo nesse honroso grupo os meus alunos, em todos os locais onde fui dando aulas.
quinta-feira, 10 de março de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
Assinar:
Postagens (Atom)


















