domingo, 24 de abril de 2016

"Temos que ensinar nossas crianças a ter empatia pelo outro e pelo mundo"

Entrevista a Daniel Goleman, sobre o seu novo livro, "Triplo Foco: uma nova abordagem para a educação", escrito em parceria com Peter Senge (MIT).

(...)
ÉPOCA – O que são os três tipos de foco?
Goleman – São o foco em si mesmo, o foco nos outros e o foco no mundo.
ÉPOCA – O senhor pode explicá-los?
Goleman – O foco interno trata de prestar atenção a si mesmo, em seu mundo interior para nos conectarmos com nossas aspirações e propositivos. O segundo tipo de foco trata-se da importância de sintonizarmos com outras pessoas, de termos empatia e sermos capazes de compreender a realidade alheia e de nos relacionar com essas realidades sob a perspectiva do outro. Peter Senge fez um trabalho incrível explicando o foco externo. É ele que dará para a criança a habilidade de perceber os sistemas e como eles se relacionam entre si, seja dentro da família, da escola, de uma empresa e do mundo como um todo. É muito mais do que levá-los a perceber o modo simplista “A causa B”, mas levá-los gradativamente a perceber que muitas vezes não há uma resposta certa ou errada.
(...)
Para ler mais: http://www.contioutra.com/temos-que-ensinar-nossas-criancas-a-ter-empatia-pelos-outros-e-pelo-mundo/#ixzz46lQFZu58

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Campanha "E se fosse eu ?! ..." - Uma situação inimaginável!! #esefosseeu

A propósito da Campanha "E se fosse eu ...?!" #esefosseeu

É verdade que é preciso pormo-nos na pele dos outros, calçar os seus sapatos ... mas há situações que são de uma tal violência, de uma tal desumanidade, que se tornam completamente insuportáveis.

Será que, enquanto adultos conseguimos imaginar uma situação que de tão insuportável que é, nos leva a tomar a decisão de correr o risco de, com os nossos filhos, crianças com menos de 10 anos, partir numa travessia em que estaremos todos (pais e filhos) sempre entre a vida e a morte? Uma travessia de que não temos qualquer garantia de ser bem sucedida?

Eu não consigo!! Diz o povo, que é sábio, há coisas que não conseguimos imaginar como reagiríamos, a não ser que passemos por elas: só na situação saberíamos exatamente qual a decisão que tomaríamos ou a reação que teríamos.

Quando ouvi pela primeira vez falar da campanha "E se fosse eu?!" pensei:

"Mas estamos a preparar-nos para uma situação de guerra? Estamos a preparar as nossas crianças e jovens para uma situação de guerra?! Como é que isto é possível?!?"

Em minha opinião, a solidariedade e a compaixão não se preparam, não se educam, assim.

A propósito desta situação que vivemos, da II Guerra Mundial e do Holocausto, escrevi com os meus alunos a seguinte carta: AQUI Estamos agora a enviá-la para vários Presidentes, a nível nacional e mundial (Convidamos, desde já, todos os interessados, a juntarem-se a nós.)

As situações de guerra, são situações de guerra!! De uma crueldade e desumanidade completamente inimagináveis. É aqui que não podemos deixar que se chegue!!

É na memória do que já foi a história e do que não queremos que volte a ser, que nos devemos situar.

Não tenho nada contra o colocarmo-nos no lugar do outro, do tentar perceber o que «o» levou a chegar até nós, mas tenho a consciência de que por mais que tente, que tenho jantar à mesa, um teto para onde volto todos os dias, trabalho, salário, família, amigos, filhas a são e salvo ... tudo o mais serão puras especulações.

A mochila da Joana de Vasconcelos poderia ser a minha, sei lá ... Imagino a minha com uma escova de dentes, uma muda de roupa, um telemóvel, um sumo, pão e chocolate - a minha mãe ensinou-me a nunca partir de viagem sem levar uma tablet de chocolate (sabe-se lá o que pode acontecer!)

Gosto mais de trabalhar com os meus alunos pelos seus sonhos, por aquilo que gostaríamos que fosse a Europa, pelas guerras que existem e que é preciso transformar em Paz. A realidade já é tão violenta e pesada que é no dia a dia que, reconhecendo-a, a precisamos de ir transformando - começando por cada um de nós, por aquilo que está ao nosso alcance, com o nosso sentido crítico, a nossa boa-vontade, por aquilo que cada um, com os que estão à sua volta, é capaz de fazer.

Esta é só uma "gota de água".

Margarida Belchior
(11/04/2016)


sexta-feira, 1 de abril de 2016

sábado, 19 de março de 2016

Carta a todos os Presidentes: «Todos nós gostaríamos de pedir a Paz e o Amor no mundo.»

[Encontra AQUI a Carta original. E como tudo começou, veja AQUI.]


Olá, Senhores Presidentes e 
Senhor Primeiro Ministro

Todos nós gostaríamos de pedir a Paz e o Amor no mundo.
Nós soubemos que houve muita gente a sofrer na II Guerra Mundial e ficámos muito impressionados com o que se passou nessa época tão triste. Aprendemos que o Hitler e as suas polícias nazis perseguiram muitos judeus, ciganos e homossexuais e muitos morreram em campos de concentração.
Temos estado a ler o «Diário de Anne Frank» e ficámos muito tristes com tudo o que lhe aconteceu a ela e à sua família.
Foi a este propósito que começámos a pensar no que acontece às pessoas em todas as guerras:  as que aconteceram ao longo dos anos e as que estão a acontecer agora.
Sabemos que é por isso que há tantos refugiados a virem para a Europa. Tal como sucedeu na II Guerra Mundial em que houve muitos judeus a fugirem da Europa para os Estados Unidos da América e para outras partes do Mundo.
Por isso vos escrevemos esta carta a pedir Paz e Amor no Mundo.
Vamos divulgá-la para que muitos mais meninos e meninas peçam pela paz no mundo.
Mandamos muitos cumprimentos a todos,
A turma do 4.º D
Escola EB Leão de Arroios
(18/2/2016)

Nota: Estas são fotos da carta que escrevemos e do cartaz que fizemos. Vamos enviar para vários Presidentes: Presidente da República, Primeiro Ministro, Presidente da Junta de Freguesia, Diretora do Agrupamento, Presidente da ONU, Presidente da UE e Presidente do Parlamento Europeu.

Vamos criar uma grande corrente de cartas de crianças a pedir pela Paz no Mundo!!

Se quiserem juntar-se a nós, neste pedido pela Paz no Mundo, escrevam uma carta também a todos os Presidentes.
Gostávamos muito tamde receber uma cópia da sua carta e uma foto do trabalho que fizerem, para publicarmos aqui no nosso blogue.