quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween, Pão por Deus e Saci-Pererê



Lamento esta forma tão portuguesa do fechamento ao que vem de fora, ao novo e ao que é desconhecido. O Halloween é uma tradição celta e pagã ancestral, de brincadeira com os medos, com o escuro e a noite, numa altura em que se celebra a chegada do inverno, dos dias curtos e das longas noites. Desempenha um papel muito importante no assumir e brincar com os medos - brincar com os medos pode mesmo ajudar a ultrapassá-los. Está mais próximo da tradição do Dia dos Mortos. O Pão por Deus desempenha um outro papel, o do agradecimento das colheitas de verão e do outono, associado ao da partilha e à disponibilidade para a abertura aos outros. Porquê opor as duas tradições e não as integrar no que cada uma tem de melhor? Gosto desta riqueza multicultural, da abertura, de conhecer outros costumes e de perceber como foram e são vividos.
O Halloween foi-nos trazidos pela globalização e pelo mercado, como também nos foi trazido pelos emigrantes e pela tradição anglosaxónica.
No que diz respeito ao consumismo trata-se de uma outra questão. Tudo pode ser vivido sem esse lado consumista e gastador. Há outras formas de fazer e arranjar fatos de bruxas e de monstros, feitos em casa com roupas velhas e trapos, máscaras com tintas e batons que já não se usam (cá em casa não se sairiam muito bem). Tudo simples e sem grandes sofisticações, com os rescursos que se têm mais à mão.  Não é preciso mais e é bem mais divertido. Não se trata afinal tudo de pura e saudável brincadeira?
Esta lógica da oposição entre as duas tradições é para mim muito redutora e simplista. Sei que muita gente para se afirmar, precisa de dizer mal do vizinho. É muito triste. É uma fórmula que me cheira a bafio, à mais retrógrada das sacristias (e eu sou cristã!).
Podemos valorizar as nossas tradições sem recusar outras tradições diferentes das que conhecemos na nossa infância, antes conhecendo-as e aprendendo com elas o que de melhor têm.
Há sempre lugar para a abertura.
Há um ano a propósito desta questão escrevia num comentário, no Facebook: "Há muito mais em questão no Halloween do que a preservação das tradições. Celebrar bruxas e bruxos dá um enorme poder a quem assim se liberta dos ''santinhos da sacristia'' e aprende a conviver com os seus medos e com os poderes que esse convívio lhe dá - isto tenho aprendido com os meus alunos. É uma coisa que na igreja católica muitos tiveram sempre muito medo. E eu reconheço-me como cristã ... não gosto nem só de bruxas, nem só de princesas, como não gosto apenas de santinhos, nem de diabinhos... "

Acabo de aprender com uma querida amiga do Brasil, a Graça Carvalho Campos, que aí também existe uma figura lendária do imaginário brasileiro, associada às travessuras do dia 31 de outubro, o Saci-pererê. Para saber mais, veja AQUI.

Para saber mais sobre o Halloween, veja AQUI e AQUI.

Para saber mais sobre tradições portuguesas anteriores ao Halloween AQUI.

Nota: Comecei por escrever este post num comentário no Facebook. Depois transformei-o em post meu, mas como fui recolhendo links e informação sobre este assunto, acabei por o trazer para aqui.

sábado, 30 de setembro de 2017

Um desafio: «Vamos construir o "Senbazuru"?»

Está lançado o desafio por esta turma do Agrupamento de Escolas da Perafita, extensível a todas as turmas que queiram participar no desafio do projeto "Conectando Mundo", construir 1000 grous:


Para saber mais, clique AQUI.

#1000grous #conectandomundos



domingo, 4 de junho de 2017

Manual for Human Rights Education with Young People


Compass começou por ser publicado em 2002, no âmbito do quadro do Programa de Educação para os Direitos Humanos dirigido a jovens do Conselho da Europa. O programa foi criado porque a educação para os direitos humanos - que significa atividades e programas educacionais centrados na promoção da igualdade e da dignidade humana - foi, e ainda é, de um valor incalculável na formação da cidadania democrática para todos os jovens e na promoção uma cultural universal dos direitos humanos. 


Compass was first published in 2002 within the framework of the Human Rights Education Youth Programme of the Directorate of Youth and Sport of the Council of Europe. The programme was created because human rights education (HRE) – meaning educational programmes and activities that focus on promoting equality in human dignity – was, and remains, of incalculable value in shaping a dimension of democratic citizenship for all young people and in promoting a culture of universal human rights. (Read more)

Para saber mais / To know more: http://www.coe.int/en/web/compass

domingo, 22 de janeiro de 2017

II Edição: «Sociodrama: histórias e resolução de conflitos» [Formação acreditada para Professores e Educadores]

[25h de Formação presencial e vivencial acreditada para Educadores e Professores, pelo CCPFCP]

Vamos realizar a segunda edição desta Formação a partir do dia 28 de janeiro de 2017.

É uma oportunidade de conhecer outros/as Educadores, pais, professores do ensino básico e secundário, educadoras/res de infância, educadores sociais, ..., É uma oportunidade de perceber o que é o Sociodrama, de como resolver conflitos de forma não violenta e criativa e de como o Sociodrama pode ser um recurso significativo em contextos de educação e formação.

 
A espontaneidade e a criatividade são capacidades cada vez mais importantes na prossecução de um desenvolvimento humano equilibrado, que se fundamente nos Direitos Humanos, em momentos de grandes desafios da nossa vida coletiva e individual. Estas capacidades e o Encontro com o outro, sempre diferente, estão na origem do sociodrama e do psicodrama, ambos criados, por Jacob Levy Moreno.
No sociodrama valoriza-se tanto a dimensão racional do ser humano, como as dimensões sentimental, emocional e intuitiva, recorrendo à “ação” (drama), especialmente através do corpo, num espaço e num tempo concretos, onde o Encontro com os outros, os participantes num mesmo grupo social, acontece. Atende-se assim à realização individual e social de cada pessoa, no grupo. 

As tensões e os conflitos são inevitáveis, são intrínsecos ao seres humanos, mas é superando-os criativamente e de forma não violenta, que o desenvolvimento humano se vai alcançando.

Público alvo
- Educadores de Infância;
- Professores do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico;
- outros "educadores" (pais, educadores sociais, assistentes sociais, ...) interessados em desenvolver a sua criatividade e espontaneidade.


Objetivos
Através de temáticas abaixo explicitadas, pretende-se atingir os seguintes objetivos:
- contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional dos participantes, tendo por base o desenvolvimento da criatividade;
- iniciar a introdução de metodologias ativas e expressivas, mais criativas e inovadoras, no trabalho educativo, recolher evidências, partilhar com os colegas e refletir sobre as novas práticas introduzidas;
- criar dinâmicas de formação em cooperação entre professores e educadores.


Conteúdos da ação
O curso decorrerá em sessões teórico-práticas, num total de 25h. As temáticas a abordar serão as seguintes:

1. Gestão de conflitos, Educação para a Paz e resolução de problemas em contextos educativos;
2. Sociometrias e dinâmicas de grupo;
3. “O corpo na sala de aula”: sociodrama, pedagogia e teorias de aprendizagem;
4. Contos, histórias e métodos ativos em situações educativas;
5. Partilha e reflexão sobre as atividades desenvolvidas.

Metodologias

Serão utilizadas, entre outras, metodologias teórico-práticas, em regime presencial, baseadas especialmente no sociodrama. Partindo dos contributos do sociodrama, criado por Jacob Levy Moreno, as metodologias sociodramáticas (“role-play”, solilóquio, duplos, sociometrias, espelho, jogos dramáticos, …) têm como enfoque o grupo e nas suas dinâmicas, e recorrem ao corpo e, consequentemente, à expressão dramática, bem como a diversos objetos intermediários que possam facilitar a comunicação e a expressividade de cada elemento do grupo replicando situações reais ou imaginárias.
Ao longo do curso os formandos serão convidados a:
- refletir por escrito e oralmente sobre as vivências experimentadas;
- realizar pequenas experiências com os seus alunos/formandos replicando, adequada e criativamente, as metodologias ensaiadas;
- refletir por escrito sobre as experiências realizadas com os alunos e partilhar as respetivas reflexões com o grupo em formação.

Condições de Frequência
Curso desenvolvido em parceria com a Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade (http://criatividade.net/)
Ver em:
- Plano de Formação: http://criatividade.net/plano-de-formacao-de-professores/ (no plano de formação da AEDC entra o preço da ação);
- Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/16l9jBX3-sLsKuguFGXienTwub1AB_whSvFSzCc1GClI/viewform?c=0&w=1


Regime de Avaliação

Os formandos serão avaliados de acordo com a legislação em vigor e as normas estabelecidas pelo Centro de Formação da Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade, tendo em consideração:
- a frequência das sessões;
- a participação e o envolvimento nas atividades propostas;
- as atividades desenvolvidas com os seus alunos e as reflexões escritas realizadas.

Datas:
- 28/01/2017, das 9h30 às 13h40;

- 11/02/2017, das 9h30 às 13h40;

- 4/03/2017, das 9h30 às 13h40;

- 18/03/2017, das 9h30 às 13h40;

- 1/04/2017, das 9h30 às 13h40;

- 22/04/2017, das 9h30 às 13h40.

 
Local
ETPL – Escola Técnica Psicossocial de Lisboa – Largo do Poço, nº6, em Telheiras, Lisboa (Junto à saída de Metro de Telheiras). A entrada para a sala de formação faz-se pela parte de trás, Estrada de Telheiras - ver o mapa AQUI.

Formadora
Margarida Belchior
http://plus.google.com/u/0/113683108194688900222/about/p/pub

Para qualquer outro esclarecimento que considere necessário contactar: belchior.margarida@gmail.com.

[Última atualização: 21/01/2017]