sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Entrevista a Galtung: fundador dos Estudos da Paz (nov. 2017)


Johan Galtung, fundador da disciplina de Estudos da Paz nos currículos académicos e que já mediou mais de uma centena de conflitos, numa entrevista ao PÚBLICO (de Rita Siza), diz que já só três países estão dispostos a fazer o trabalho por Washington: Reino Unido, Dinamarca e Noruega.


sábado, 30 de dezembro de 2017

2018 e seguintes / et suivants / and following: Afinal a Cooperação ... / Après tout, la Coopération ... / After all, Cooperation ...


Afinal a cooperação (a entreajuda) é tão importante, ou mais, do que a competição para a sobrevivência das espécies, como estuda este "sociobiólogo". Coisas que já intuíamos, mas que a ciência mais atual vem comprovar. Muito, muito importante, para os tempos que correm e para todos os que se lhe seguirem. Desfazendo mitos. Abraços e Beijinhos, votos de um Bom Ano (e todos os que se lhe seguirem).
 
After all, Cooperation (mutual help) is so important, or more, than competion for the species suvival, as this social biologist is studing. Things that we alraedy intuited, but that atual science can proof. This is very, very important not only for the times that we are living, but also for all the following. Clarifying old miths. Hugs and Kisses, greetings for the New Year (and all the following upcoming).

Après tout, la coopération (l'entraide) est aussi importante, sinon plus, que la compétition pour la survie des espèces, comme l'étudie ce «sociobiologiste». Des choses que nous avons intuitées, mais que la science la plus actuelle vient prouver. Très, très important, pour les temps qu' on vie et pour tous ceux qui suivent. Défaire les mythes. Je vous embrasse, voeux pour une Joyeuse et Bonne Année (et tout ceux qui suit).





sábado, 18 de novembro de 2017

Dia 20 de Novembro - Dia Universal dos Direitos da Criança



Dia de celebrar a adopção pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Declaração Universal dos Direitos da Criança, que aconteceu há precisamente 58 anos, a 20 de novembro de 1959. Nesta data celebra-se também a Convenção sobre os Direitos da Criança (aprovada a 20 de novembro de 1989 e retificada por Portugal a 21 de setembro de 1990):
«A CDC é o primeiro documento do direito internacional legalmente vinculativo – e mais  amplamente  ratificado  –  que  incorpora  todo  um  conjunto  de  direitos:  civis, políticos, económicos, sociais e culturais. A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais  que  estão  relacionados  com  todos  os  direitos  das  crianças:  a  não discriminação, o interesse superior da criança, a sobrevivência e desenvolvimento e a opinião da criança.»
In Guia para Educadores e Professores, da UNICEF: http://www.unicef.pt/docs/pdf/Guia-Educadores-Professores-DUDC.pdf


Um oportunidade para ouvir a voz das crianças, para tomarmos consciência da situação das crianças no nosso país e no mundo.

 « Os Direitos não excluem deveres
«As crianças têm direitos, mas também têm responsabilidades ou obrigações e têm, por isso, de respeitar os direitos e as  responsabilidades dos adultos e das demais crianças e jovens com quem convivem. (...)» (Guia de Educadores e Professores, p. 11)

Para saber mais:
- ME - DEGE: http://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-para-cidadania/dia-universal-dos-direitos-da-crianca-20-de-novembro
- UNICEF Portugal: http://www.unicef.pt/
- UNICEF (UN): https://www.unicef.org/

#Declaraçãouniversaldosdireitosdacriança 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween, Pão por Deus e Saci-Pererê



Lamento esta forma tão portuguesa do fechamento ao que vem de fora, ao novo e ao que é desconhecido. O Halloween é uma tradição celta e pagã ancestral, de brincadeira com os medos, com o escuro e a noite, numa altura em que se celebra a chegada do inverno, dos dias curtos e das longas noites. Desempenha um papel muito importante no assumir e brincar com os medos - brincar com os medos pode mesmo ajudar a ultrapassá-los. Está mais próximo da tradição do Dia dos Mortos. O Pão por Deus desempenha um outro papel, o do agradecimento das colheitas de verão e do outono, associado ao da partilha e à disponibilidade para a abertura aos outros. Porquê opor as duas tradições e não as integrar no que cada uma tem de melhor? Gosto desta riqueza multicultural, da abertura, de conhecer outros costumes e de perceber como foram e são vividos.
O Halloween foi-nos trazidos pela globalização e pelo mercado, como também nos foi trazido pelos emigrantes e pela tradição anglosaxónica.
No que diz respeito ao consumismo trata-se de uma outra questão. Tudo pode ser vivido sem esse lado consumista e gastador. Há outras formas de fazer e arranjar fatos de bruxas e de monstros, feitos em casa com roupas velhas e trapos, máscaras com tintas e batons que já não se usam (cá em casa não se sairiam muito bem). Tudo simples e sem grandes sofisticações, com os rescursos que se têm mais à mão.  Não é preciso mais e é bem mais divertido. Não se trata afinal tudo de pura e saudável brincadeira?
Esta lógica da oposição entre as duas tradições é para mim muito redutora e simplista. Sei que muita gente para se afirmar, precisa de dizer mal do vizinho. É muito triste. É uma fórmula que me cheira a bafio, à mais retrógrada das sacristias (e eu sou cristã!).
Podemos valorizar as nossas tradições sem recusar outras tradições diferentes das que conhecemos na nossa infância, antes conhecendo-as e aprendendo com elas o que de melhor têm.
Há sempre lugar para a abertura.
Há um ano a propósito desta questão escrevia num comentário, no Facebook: "Há muito mais em questão no Halloween do que a preservação das tradições. Celebrar bruxas e bruxos dá um enorme poder a quem assim se liberta dos ''santinhos da sacristia'' e aprende a conviver com os seus medos e com os poderes que esse convívio lhe dá - isto tenho aprendido com os meus alunos. É uma coisa que na igreja católica muitos tiveram sempre muito medo. E eu reconheço-me como cristã ... não gosto nem só de bruxas, nem só de princesas, como não gosto apenas de santinhos, nem de diabinhos... "

Acabo de aprender com uma querida amiga do Brasil, a Graça Carvalho Campos, que aí também existe uma figura lendária do imaginário brasileiro, associada às travessuras do dia 31 de outubro, o Saci-pererê. Para saber mais, veja AQUI.

Para saber mais sobre o Halloween, veja AQUI e AQUI.

Para saber mais sobre tradições portuguesas anteriores ao Halloween AQUI.

Nota: Comecei por escrever este post num comentário no Facebook. Depois transformei-o em post meu, mas como fui recolhendo links e informação sobre este assunto, acabei por o trazer para aqui.