sábado, 18 de novembro de 2017

Dia 20 de Novembro - Dia Universal dos Direitos da Criança



Dia de celebrar a adopção pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Declaração Universal dos Direitos da Criança, que aconteceu há precisamente 58 anos, a 20 de novembro de 1959. Nesta data celebra-se também a Convenção sobre os Direitos da Criança (aprovada a 20 de novembro de 1989 e retificada por Portugal a 21 de setembro de 1990):
«A CDC é o primeiro documento do direito internacional legalmente vinculativo – e mais  amplamente  ratificado  –  que  incorpora  todo  um  conjunto  de  direitos:  civis, políticos, económicos, sociais e culturais. A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais  que  estão  relacionados  com  todos  os  direitos  das  crianças:  a  não discriminação, o interesse superior da criança, a sobrevivência e desenvolvimento e a opinião da criança.»
In Guia para Educadores e Professores, da UNICEF: http://www.unicef.pt/docs/pdf/Guia-Educadores-Professores-DUDC.pdf


Um oportunidade para ouvir a voz das crianças, para tomarmos consciência da situação das crianças no nosso país e no mundo.

 « Os Direitos não excluem deveres
«As crianças têm direitos, mas também têm responsabilidades ou obrigações e têm, por isso, de respeitar os direitos e as  responsabilidades dos adultos e das demais crianças e jovens com quem convivem. (...)» (Guia de Educadores e Professores, p. 11)

Para saber mais:
- ME - DEGE: http://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-para-cidadania/dia-universal-dos-direitos-da-crianca-20-de-novembro
- UNICEF Portugal: http://www.unicef.pt/
- UNICEF (UN): https://www.unicef.org/

#Declaraçãouniversaldosdireitosdacriança 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween, Pão por Deus e Saci-Pererê



Lamento esta forma tão portuguesa do fechamento ao que vem de fora, ao novo e ao que é desconhecido. O Halloween é uma tradição celta e pagã ancestral, de brincadeira com os medos, com o escuro e a noite, numa altura em que se celebra a chegada do inverno, dos dias curtos e das longas noites. Desempenha um papel muito importante no assumir e brincar com os medos - brincar com os medos pode mesmo ajudar a ultrapassá-los. Está mais próximo da tradição do Dia dos Mortos. O Pão por Deus desempenha um outro papel, o do agradecimento das colheitas de verão e do outono, associado ao da partilha e à disponibilidade para a abertura aos outros. Porquê opor as duas tradições e não as integrar no que cada uma tem de melhor? Gosto desta riqueza multicultural, da abertura, de conhecer outros costumes e de perceber como foram e são vividos.
O Halloween foi-nos trazidos pela globalização e pelo mercado, como também nos foi trazido pelos emigrantes e pela tradição anglosaxónica.
No que diz respeito ao consumismo trata-se de uma outra questão. Tudo pode ser vivido sem esse lado consumista e gastador. Há outras formas de fazer e arranjar fatos de bruxas e de monstros, feitos em casa com roupas velhas e trapos, máscaras com tintas e batons que já não se usam (cá em casa não se sairiam muito bem). Tudo simples e sem grandes sofisticações, com os rescursos que se têm mais à mão.  Não é preciso mais e é bem mais divertido. Não se trata afinal tudo de pura e saudável brincadeira?
Esta lógica da oposição entre as duas tradições é para mim muito redutora e simplista. Sei que muita gente para se afirmar, precisa de dizer mal do vizinho. É muito triste. É uma fórmula que me cheira a bafio, à mais retrógrada das sacristias (e eu sou cristã!).
Podemos valorizar as nossas tradições sem recusar outras tradições diferentes das que conhecemos na nossa infância, antes conhecendo-as e aprendendo com elas o que de melhor têm.
Há sempre lugar para a abertura.
Há um ano a propósito desta questão escrevia num comentário, no Facebook: "Há muito mais em questão no Halloween do que a preservação das tradições. Celebrar bruxas e bruxos dá um enorme poder a quem assim se liberta dos ''santinhos da sacristia'' e aprende a conviver com os seus medos e com os poderes que esse convívio lhe dá - isto tenho aprendido com os meus alunos. É uma coisa que na igreja católica muitos tiveram sempre muito medo. E eu reconheço-me como cristã ... não gosto nem só de bruxas, nem só de princesas, como não gosto apenas de santinhos, nem de diabinhos... "

Acabo de aprender com uma querida amiga do Brasil, a Graça Carvalho Campos, que aí também existe uma figura lendária do imaginário brasileiro, associada às travessuras do dia 31 de outubro, o Saci-pererê. Para saber mais, veja AQUI.

Para saber mais sobre o Halloween, veja AQUI e AQUI.

Para saber mais sobre tradições portuguesas anteriores ao Halloween AQUI.

Nota: Comecei por escrever este post num comentário no Facebook. Depois transformei-o em post meu, mas como fui recolhendo links e informação sobre este assunto, acabei por o trazer para aqui.

sábado, 30 de setembro de 2017

Um desafio: «Vamos construir o "Senbazuru"?»

Está lançado o desafio por esta turma do Agrupamento de Escolas da Perafita, extensível a todas as turmas que queiram participar no desafio do projeto "Conectando Mundo", construir 1000 grous:


Para saber mais, clique AQUI.

#1000grous #conectandomundos



domingo, 4 de junho de 2017

Manual for Human Rights Education with Young People


Compass começou por ser publicado em 2002, no âmbito do quadro do Programa de Educação para os Direitos Humanos dirigido a jovens do Conselho da Europa. O programa foi criado porque a educação para os direitos humanos - que significa atividades e programas educacionais centrados na promoção da igualdade e da dignidade humana - foi, e ainda é, de um valor incalculável na formação da cidadania democrática para todos os jovens e na promoção uma cultural universal dos direitos humanos. 


Compass was first published in 2002 within the framework of the Human Rights Education Youth Programme of the Directorate of Youth and Sport of the Council of Europe. The programme was created because human rights education (HRE) – meaning educational programmes and activities that focus on promoting equality in human dignity – was, and remains, of incalculable value in shaping a dimension of democratic citizenship for all young people and in promoting a culture of universal human rights. (Read more)

Para saber mais / To know more: http://www.coe.int/en/web/compass