terça-feira, 22 de julho de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas # 11


Por Roberto Saviano: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152272876121864&set=a.402350881863.180175.17858286863&type=1&fref=nf

A morte de uma criança – neste caso não de uma, mas dezenas – é um ponto sem retorno.
Perante a morte de crianças, todo o raciocínio pára. Cada motivo perde o sentido. Cada ação não é mais ação, mas o caos e o crime. Já não é possível investigar, esforçar-se por entender as razões.
Como não compreender que estas mortes em Gaza tornam impossível qualquer forma de futuro? Quer seja para Israel, quer seja para a construção de um estado palestino democrático. A morte de uma criança é o futuro a ser coberto pela morte. Não é uma dor que possa ser sanada. Destrói e envenena todos os dias vindouros. Não bastam as justificativas militares. A cada criança que morre sob bombas israelitas são destruídas possibilidades de paz, a única verdadeira possibilidade para estes dois povos que serão vizinhos para sempre.
É absurdo observar como o mundo ainda permite esta guerra.
Estou ciente de que as minhas palavras para nada servirão, que nem serão tomadas em consideração. Mas não é uma boa razão para manter o silêncio. O desejo de paz não precisa que o deixemos morrer. É muito mais fácil nestas horas odiar, provar o ressentimento. É mais fácil acreditar que interessar-se significa apoiar o contraste. Mas em vez disso, temos de encontrar a força para ser simples e dizer a única coisa que realmente faz sentido e gritar: Basta!! Basta!! Basta!!!
Tenho ao meu lado como sempre livros que me ajudam a entender, onde procuro respostas que a vida cotidiana parece não ser capaz de me dar.
"Vítimas", de Benny Morris, explica o que está a acontecer a esta hora. Só e especialmente as vítimas. Não é política, não a estratégia de militantes, o exército, falcões israelitas e fundamentalistas islâmicos. Mas a população: vítima de um conflito absurdo, sob os desígnios de interesses vizinhos e longínquos, um conflito que parece não ter qualquer sentido, mas do qual continuamos a ser testemunhas indignadas.


(Tradução feita por mim, com ajuda do Google Translator e do Bingo translator.)