quinta-feira, 20 de maio de 2010

Teatro, «A Menina do Mar», Balanço, ...

Mais um dia de visita às escolas. Entrei numa sala de aula e estavam todos a acabar de preencher um registo sobre as horas: a que horas me levanto? a que horas tomo o pequeno-almoço? a que horas chego à escola? a que horas começam as aulas? a que horas é o intervalo? a que horas vamos almoçar? a que horas acabam as aulas? a que horas vou para casa? a que horas janto? a que horas me vou deitar? ... Uma ficha dividida em quadradinhos, em cada quadradinho uma das perguntas e um relógio onde deveriam marcar a hora correspondente e, depois, fazer um desenho. Logo a seguir tinham que fazer um desenho e escrever uma frase sobre o que mais tinham gostado das actividades relativas ao projecto da Paz e do blogue, como lhes explicou a professora. Estavam todos entusiasmados e quando me viram entrar fizeram uma festa. Continuaram a trabalhar e lá me iam dizendo que o que mais tinham gostado tinha sido quando os pintei para o estudo dos dinossauros, para se mascararem de cientistas - o que aconteceu porque quando entrei na sala, apesar de estarem a preparar o estudo sobre os dinossauros, havia quem se estivesse a pintar com canetas de feltro. Propus-lhes então pintá-los com as minhas pinturas. Imaginam como foi naquele dia.



Na sala para onde me dirigi em seguida, a actividade principal era a do preenchimento de um guião para uma peça de teatro que querem fazer a partir da história d'«O Nabo Gigante». Escreviam os nomes de cada um no papel de cenário, à frente os nomes dos personagens, depois o local da história, as acçãoes, as falas, ... alguns iam conversando baixinho entre si, outros desenhando e eu fui tendo a ideia de fazer, em Origami, uma pomba. Uma pomba, símbolo da Paz, que lhes poderia ensinar. Comecei a fazer a experiência com papel de máquina. Claro que houve logo alguns que se foram aproximando e que queriam que eu lhes ensinasse a fazer ou que fizesse uma para eles. Surgiu assim a ideia de eu voltar cá à Escola um dia para lhes ensinar a fazer as pombas, com os naperons redondos para os tabuleiros de bolos. No final da sessão, antes de se irem embora, professora pediu-me para lhes mostrar o que tinha estado a fazer e ficou logo combinado o dia para voltar à Escola.

Fui a uma outra sala em que a professora propusera uma actividade de escrita a partir de um desenho, num parque, a pares. Cada aluno tinha diante de si uma fotocópia. Aproximei-me de um grupo de alunos que se encontrava cá atrás e fui ajudando na escrita, a prtir das observações que iam fazendo. Pareceram-me alunos com muitas dificuldades, no entanto fizeram observações muito pertinentes sobre, por exemplo, um menino que na imagem estava a andar de skate e que se poderia magoar facilmente por não ter capacete, nem joelheiras, nem cotoveleiras. Um dos alunos escrevia e com um pouco de ajuda desembaraçava-se muito bem na escrita. O outro ia fazendo a observação da figura e dando ideias para a escrita. Ao chegar a hora em que eu me ia embora, perguntaram se eu me ia embora sem os ouvir a ler o texto e quando eu lhes perguntei se me queriam lá, claro que responderam afirmativamente. Foi assim que ainda os fui ajudar na leitura perante a turma no que tinham acabado de escrever. Tiveram direito a palmas e tudo.

Na outra turma, quando entrei, cada um estava a acabar de desenhar a capa um livro sobre «A Menina do Mar». Estavam a fazer desenhos muito bonitos. A professora estava a acabar de ordenar os desenhos que cada um já tinha feito, em tamanho A5, bem como as diversas legendas. Ao acabarem a professora foi dando a cada um uma folha A4, para que cada um fosse desenhando um elemento da história, em tamanho maior: rochas, algas, peixes, o menino, a menina, o polvo, o caranguejo, ... para fazerem depois um painel. O entusiasmo à volta desta história é enorme.