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quarta-feira, 22 de junho de 2016
38.º Congresso do Movimento da Escola Moderna
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(Dispensa para formação - AQUI)
domingo, 19 de junho de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Uma tarde de mão cheia: quanto vale a autonomia, o sentido do que fazemos e do nosso investimento?
Hoje estou com a "alma cheia" ... a minha sala de aula, com os meus alunos, parecia uma "fábrica de cultura", um espaço de autonomia, de desenvolvimento e de criação cultural. Vou explicar.
Como a realização da prenda para o Dia do Pai estava a correr tão bem (uma das minhas prioridades por estes dias; não posso ainda mostrar as fotografias das realização das prendas, para não desvendar uma surpresa que se vai tecendo na nossa cúmplicidade comum; agora já se pode mostrar AQUI) resolvi propôr-lhe que pintassem com os dedos o papel para a embrulhar. Nestes momentos tenho sempre uma grande preocupação em que esteja tudo muito organizado, para evitar o acidentes evitáveis (mas há sempre os inevitáveis) e eles já sabem que enquanto uns fazem uma coisa, outros fazem outra - no chamado Tempo de Estudo Autónomo (T.E.A., tal como aprendi no Movimento da Escola Moderna; um tempo em que cada um pode escolher o que vai fazer, mas do qual depois tem que dar conta e mostrar o que fez) - vai chegar a vez de todos pintarem (ainda por cima com os dedos, com as mãos nas tintas...), o dito papel de embrulho.
Como a realização da prenda para o Dia do Pai estava a correr tão bem (uma das minhas prioridades por estes dias; não posso ainda mostrar as fotografias das realização das prendas, para não desvendar uma surpresa que se vai tecendo na nossa cúmplicidade comum; agora já se pode mostrar AQUI) resolvi propôr-lhe que pintassem com os dedos o papel para a embrulhar. Nestes momentos tenho sempre uma grande preocupação em que esteja tudo muito organizado, para evitar o acidentes evitáveis (mas há sempre os inevitáveis) e eles já sabem que enquanto uns fazem uma coisa, outros fazem outra - no chamado Tempo de Estudo Autónomo (T.E.A., tal como aprendi no Movimento da Escola Moderna; um tempo em que cada um pode escolher o que vai fazer, mas do qual depois tem que dar conta e mostrar o que fez) - vai chegar a vez de todos pintarem (ainda por cima com os dedos, com as mãos nas tintas...), o dito papel de embrulho.
Foi só lançar o desafio. Do lançamento do desafio à descoberta do prazer de usar e sujar as mãos nas tintas foi um pequeno grande passo. A experimentação nunca mais acabava e a certa altura ficava mesmo difícil acabar e passar o lugar a outro. Quem terminava não resistia depois a ir ver o que os outros estavam a fazer e a experimentar.
Até chegámos a falar no "efeito de contágio", de imitação, como tínhamos visto que pode acontecer na exposição "Viral", na semana que passámos na Escola da Ciência Viva.
Mas e o que iam fazendo os restantes meninos da turma?
Uns liam, no Cantinho da leitura, junto da biblioteca da turma.
A certa altura, o responsável da biblioteca da turma, nesta semana (todas as semanas mudamos de tarefas, para todos aprenderem a fazer tudo), veio pedir-me fita-cola. Disse-lhe que a podia ir buscar à minha gaveta.
Quando dei conta a biblioteca estava arrumadinha e cheia de etiquetas, com as seguintes separações (categorias): "Histórias do Mundo" (livros sobre vários países), Conhecimento (livros e enciclopédias para os mais novos), Histórias, lendas e adivinhas (a chamada literatura infantil), os astros e ciências e as "Dúvidas" (aqueles que ele não sabia bem onde colocar). Ainda conversámos um bocadinho se poderiam ser sobre os "seres vivos", se não poderiam ir para a parte do "Conhecimento", mas isso não o satisfez. Lá lhe disse que agora tinha que ir falar sobre o que tinha estado a fazer aos colegas e que esta tinha sido uma excelente ideia.
Fui sendo solicitada aqui e ali. Alguém a certa altura veio perguntar-me quantos meninos só tinham querido a fotografia do grupo, porque estavam a escrever um problema para a turma e precisavam desse dado (estamos na altura de trazerem o dinheiro para pagar as fotografias que um fotógrafo veio fazer à escola). Respondi que deveriam ser 4, mas que não tinha bem a certeza. Elas lá foram continuar o seu problema e a minha preocupação continuava centrada na rotação dos meninos que estavam a pintar o papel de embulho. Estava tudo a correr muito bem.
Outro grupo, sentadas numa outra mesa, acabava o seu projeto sobre a separação dos lixos. Tinham acabado de fazer um pequeno cartaz para pôr junto aos caixotes do lixo da sala e agora iam escrever um pequeno texto para apresentarem à turma e para depois publicarmos nosso blogue.
Aproveitaram os folhetos de supermercado e fizeram um cartaz com todas as indicações. Ainda não vi o que escreveram, mas estou muito curiosa.
Outro grupo acabava também um projeto sobre a poluição. Um projeto que nem sei bem como nasceu, porque hoje foi apenas a segunda vez que ouvi falar dele.
Comecei a ficar maravilhada e entusiasmada. Uma destas meninas, só este ano começou a falar e a exprimir-se perante todo o grupo turma e agora já está num grupo a fazer projetos, sem a minha ajuda e de forma tão autónoma?! ... É preciso ver para acreditar. Estou muito curiosa para ver o resultado, mas só vou interferir naquilo em que me for solicitada a ajuda.
E, quando dou por mim, já o responsável pela biblioteca tinha continuado o seu labor e estava a construir um aviso, um pequeno cartaz, para que quem fosse ler livros no cantinho da leitura, não se esquecesse de os arrumar no devido lugar.
Depois estivemos a conversar sobre como ele poderia melhorar o cartaz para que os colegas o vissem e não se esquecessem.
Foi necessário recortar o desenho para colocar numa folha maior, Realçar as letras para se ler bem. Falta agora fazer a moldura para dar um maior destaque ao cartaz e à sua mensagem. Está tudo em marcha, amanhã vai ser acabado.
E tudo isto foi feito apenas numa hora, das 16h30 às 17h30, embora já tivessemos começado antes, mas eu até consegui tirar fotografias e continuar a gerir a pintura do papel de embrulho. Chegámos ao final do dia com onze papeis pintados, mas ainda a faltarem 12, que vão ser a nossa grande prioridade para amanhã. Depois ainda falta embrulhar as prendas.
E haverá ainda alguém que me venha dizer que na última semana de aulas não se faz nada na escola?
P.S. - Devo quase tudo aos meus mestres e quando os começo a enumerar são tantos que quase me perco e me sinto uma privilegiada. Incluo nesse honroso grupo os meus alunos, em todos os locais onde fui dando aulas.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
quarta-feira, 9 de julho de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
«Ser professor é um inferno.», por Sérgio Niza
«A estrutura de ensino simultâneo – todos a aprender a mesma coisa ao
mesmo tempo – vem do século xvii e ainda perdura apesar de se saber
desde os anos vinte do século xx que é um modelo esgotado. O professor
dá uma lição, depois faz uma pergunta, escolhe um aluno para responder e
avalia o trabalho substancial que é feito em casa.»
(...)
«Hoje, graças à investigação, sabemos que se aprende dialogando, falando e escrevendo o conhecimento científico e cultural que se estuda na escola. Devemos contar com a inteligência, os saberes e a colaboração dos alunos e os currículos não devem ser um segredo, devem ser eles a geri-los em conjunto com os professores. Persistir neste modelo de não-comunicação equivale a continuar a encarcerar alunos e a impedir a sociedade e as pessoas de se aproximarem da escola.»
(...)
Para saber mais: http://www.noticiasmagazine.pt/2014/ser-professor-e-um-inferno/
(...)
«Hoje, graças à investigação, sabemos que se aprende dialogando, falando e escrevendo o conhecimento científico e cultural que se estuda na escola. Devemos contar com a inteligência, os saberes e a colaboração dos alunos e os currículos não devem ser um segredo, devem ser eles a geri-los em conjunto com os professores. Persistir neste modelo de não-comunicação equivale a continuar a encarcerar alunos e a impedir a sociedade e as pessoas de se aproximarem da escola.»
(...)
Para saber mais: http://www.noticiasmagazine.pt/2014/ser-professor-e-um-inferno/
domingo, 8 de dezembro de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
O Congresso do MEM, pela Manuela Matos
"Percorro a exposição e juro que oiço as vozes das crianças, os seus jeitos e formas de pensar, a sua sensibilidade, saberes e liberdade. Pinturas, desenhos, textos, projetos, tudo documentado com as mãos e as ideias de meninos e meninas que vão à escola e que têm à sua espera professores que percorrem a seu lado, colaborativamente, os caminhos e processos de aprender e pensar e projetar a vida e o currículo. Cada um a seu modo e todos em grupo, grandes e pequenos, numa comunidade de aprendizagem democrática, que o saber só tem sentido quando partilhado e incluído num espaço de exercício de direitos e deveres. Em comunicação. (...)"
Para ler mais: http://andaraosdias.blogspot.pt/2013/07/do-lado-de-dentro-olhar-de-fora.html
Para ler mais: http://andaraosdias.blogspot.pt/2013/07/do-lado-de-dentro-olhar-de-fora.html
domingo, 21 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
«Vida e trabalho da Turma A»
Um blog que vale a pena conhecer pela forma como mostra o trabalho que é feito nesta turma do 1º ano de escolaridade:
http://saladoprimeiroano.blogspot.com/
http://saladoprimeiroano.blogspot.com/
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Projectos colaborativos
Da correspondência escolar aos projectos colaborativos ...
Projectos colaborativos
View more presentations from EducPaz.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Modelo Pedagógico do MEM - Sessão com professores, alunos e pais

Na semana passada aconteceu finalmente num dos Agrupamentos com que estou a trabalhar a sessão que tinham pedido desde o início do ano sobre o modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna (MEM). Fiz a preparação dessa sessão com a minha amiga que se identifica com esse modelo de trabalho pedagógico e que lá trabalha. Acordámos que eu falaria mais sobre a história e os antecedentes do MEM e ela explicitaria o trabalho que tem feito com a sua turma, a partir da organização espacial da sala de aula e da forma como organiza o tempo. Depois deste acordo estabelecido e já à entrada para o carro, diz-me ela: «E se eu pedisse aos meus alunos para serem eles a explicar como é que o espaço está organizado?». Achei logo uma excelente ideia, mas estávamos a dois dias da sessão. Também ficou combinado de imediato que não haveria problema quanto à sequência da sessão: caso os alunos tivessem disponibilidade para estarem presentes, o melhor seria mudar a ordem da apresentação, primeiro eles explicariam a forma como se organizam e trabalham e depois então falaríamos da história e origens do MEM.
Quando no próprio dia cheguei à Escola era grande a excitação: os alunos iam estar presentes, as mães também queriam assistir. Tínhamos preparado bolinhos e sumos para que a sessão fosse mais familiar e informal. Os colegas professores começaram a chegar. Faltava só a professora, a minha amiga, para dar início à reunião. Ela chegou e demos início à tão desejada sessão.
A professora começou por explicitar como iria decorrer a sessão e os seus alunos começaram logo de imediato a explicar como organizavam o tempo e o que faziam em cada um dos momentos semanais dedicado às respectivas actividades. Passaram depois a explicar a forma como estava organizada a sala. Os alunos do 1.º ano faziam questão de ir lendo tudo o que iam encontrando - queriam mesmo mostrar que já sabem ler tudo. Os alunos do 4.º ano faziam de "ponto" para os do 1º e explicaram também como, por exemplo, a professora tinha visto com eles quais os temas que tinham ainda que trabalhar nos projectos para aprenderem e conhecerem todas as temáticas que estão previstas no programa. Tudo decorreu com uma grande naturalidade e à vontade.
Chegara finalmente a parte final e mais teórica sobre o MEM. Apesar de a minha amiga ter dito que se os pais quisessem sair que o poderiam fazer, todos (ou melhor todas, porque eram sobretudo mães) quiseram ficar. E aí fiquei um pouco aflita, porque uma coisa é falar para professores, outra coisa é falar para pais e meninos. Lá me desembaracei o melhor que consegui, tentando traduzir as ideias essenciais numa linguagem que todos percebessem. De modo completamente espontâneo e imprevisto, no final houve algumas mães que quiseram dar o seu testemunho sobre os percursos de aprendizagem dos seus filhos: «Este meu filho tem muito mais gosto pela Escola do que a outra minha filha que se fartava de fazer linhas de "t" e de "f". Aqui não, parece que tudo tem mais sentido para eles. Eles aprendem com gosto.» «Eu estou muito contente porque os nossos filhos já tinham estado numa escola da Misericórdia que tem a mesma forma de trabalhar e assim eles continuam a aprender segundo a mesma metodologia. Não têm tido dificuldades absolutamente nenhumas, aprendem, gostam de aprender e andam contentes. É pena é que não possam continuar para o próximo ano.» «O meu filho é um desses meninos e eu também estou muito contente.»
Com os colegas, depois dos alunos e de as mães terem saído, as questões já foram de outra natureza: «A mim faz-me muita confusão que eles não aprendam pelo "p" + "a" = "pá" ... mas afinal como é que eles aprendem a ler?» «Quando é que lhes ensinam as letras?» «Eles [alunos] de facto dominam isto tudo.»
Algumas das respostas:
- eles começam logo a ler, mesmo que seja de cor, e a familiarizar-se com a sílabas e as letras - o abecedário está exposto na sala desde o início do ano; fazem listas de palavras que têm a mesma sílaba e isso vai sendo sempre trabalhado; o manancial de palavras que eles conhecem vai sempre aumentando e começam logo a fazer tentativas de escrita;
- construímos assim o livro de leitura com eles a partir as novidades que nos vão contando no «Ler, contar e mostrar»;
- no MEM as pessoas não começam a mudar a sua forma de trabalhar sozinhas, devem ser acompanhadas e devem estar integradas em grupos de auto-formação, porque esta forma de trabalhar significa uma grande mudança;
- talvez para o ano se possa constituir aqui , neste concelho, um grupo para fazer uma Oficina de Iniciação ao Modelo do Movimento da Escola Moderna.
Para saber mais sobre o Movimento da Escola Moderna: http://www.movimentoescolamoderna.pt/;
o MEM no 1º CEB - http://www.movimentoescolamoderna.pt/documentos_ilustrativos/1ciclo/indice-1ciclo.htm
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