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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #14



Um banho de desobediência civil em Israel



«(...) Apreensivas no início, depois arregalando os olhos de satisfação, as mulheres e meninas entraram no mar sorrindo. De mãos dadas, atiravam as cabeças para trás e riam. A maioria jamais tinha visto o mar. Elas eram palestinas da parte sul da Cisjordânia. O território não tem saída marítima e Israel não lhes permite entrar no país. (...)»

In: http://mariafro.com/2011/07/29/mulheres-palestinas-e-israelenses-um-banho-de-desobediencia-civil-em-israel/

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #13

«De anônimas gentes, sofridas gentes, exploradas gentes, aprendi sobretudo que a Paz é fundamental, indispensável, mas que a Paz implica lutar por ela. A Paz se cria, se constrói na e pela superação de realidades sociais perversas. A Paz se cria, se constrói na construção incessante da justiça social. Por isso, não creio em nenhum esforço chamado de educação para a Paz que, em lugar de desvelar o mundo das injustiças o torna opaco e tenta miopizar as suas vítimas.»

Freire, P. (1986). Discurso no Prémio UNESCO de Educação para a Paz. Paris. In Freire, A. (2006). "Educação para a Paz segundo Paulo Freire." Revista Educação, nº2 (59)(XXIX), pp. 287-393. Porto Alegre – RS (BR

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #12


"Não dá para mudar o começo mas ainda dá para mudar o final"

Imagem: O artista israelita Amir Schiby presta homenagem aos 4 rapazes palestinos mortos na praia por Israel. Os seus nomes Ahed Atef Bakr, Zakaria Ahed Bakr, Mohamed Ramez Bakr et Ismael Mohamed Bakr.

Através de Raquel Varela

L'artiste israélien Amir Schiby rend hommage aux quatre enfants palestiniens tués sur une plage de Gaza par une frappe israélienne.

Ahed Atef Bakr, Zakaria Ahed Bakr, Mohamed Ramez Bakr et Ismael Mohamed Bakr.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas # 11


Por Roberto Saviano: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152272876121864&set=a.402350881863.180175.17858286863&type=1&fref=nf

A morte de uma criança – neste caso não de uma, mas dezenas – é um ponto sem retorno.
Perante a morte de crianças, todo o raciocínio pára. Cada motivo perde o sentido. Cada ação não é mais ação, mas o caos e o crime. Já não é possível investigar, esforçar-se por entender as razões.
Como não compreender que estas mortes em Gaza tornam impossível qualquer forma de futuro? Quer seja para Israel, quer seja para a construção de um estado palestino democrático. A morte de uma criança é o futuro a ser coberto pela morte. Não é uma dor que possa ser sanada. Destrói e envenena todos os dias vindouros. Não bastam as justificativas militares. A cada criança que morre sob bombas israelitas são destruídas possibilidades de paz, a única verdadeira possibilidade para estes dois povos que serão vizinhos para sempre.
É absurdo observar como o mundo ainda permite esta guerra.
Estou ciente de que as minhas palavras para nada servirão, que nem serão tomadas em consideração. Mas não é uma boa razão para manter o silêncio. O desejo de paz não precisa que o deixemos morrer. É muito mais fácil nestas horas odiar, provar o ressentimento. É mais fácil acreditar que interessar-se significa apoiar o contraste. Mas em vez disso, temos de encontrar a força para ser simples e dizer a única coisa que realmente faz sentido e gritar: Basta!! Basta!! Basta!!!
Tenho ao meu lado como sempre livros que me ajudam a entender, onde procuro respostas que a vida cotidiana parece não ser capaz de me dar.
"Vítimas", de Benny Morris, explica o que está a acontecer a esta hora. Só e especialmente as vítimas. Não é política, não a estratégia de militantes, o exército, falcões israelitas e fundamentalistas islâmicos. Mas a população: vítima de um conflito absurdo, sob os desígnios de interesses vizinhos e longínquos, um conflito que parece não ter qualquer sentido, mas do qual continuamos a ser testemunhas indignadas.


(Tradução feita por mim, com ajuda do Google Translator e do Bingo translator.)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #10: No 13.º dia do conflito.

A diferença entre guerra e carnificina

O 13.º dia de conflito foi de longe o mais violento e o mais sangrento na investida que os israelitas, agora também pela via terrestre, fazem na Faixa de Gaza. Benjamin Netanyahu já tinha avisado que iria “expandir as áreas” de ataque, tendo ontem enviado tanques e infantaria para zonas urbanas à procura de túneis e de rampas de lançamento dos rockets palestinianos. O ataque mais violento aconteceu no bairro de Shajaya, onde os repórteres presentes testemunharam uma autêntica carnificina, com pelo menos 62 pessoas mortas, a maioria das quais mulheres e crianças. Mortos que vão engrossar uma estatística tétrica onde se já contabilizam, em duas semanas de conflito, 438 baixas palestinianas e duas dezenas do lado israelita.
O dado mais alarmante neste conflito é o número que está a ser avançado pela ONU e que diz que 80% das vítimas palestinianas são civis, sendo que as crianças formam o maior grupo. Apesar de Israel ter um dos exércitos mais avançados do mundo, em termos de artilharia, informações e precisão, organizações de direitos humanos da Palestina e Israel falam num ataque desproporcionado.
Nos dois lados da barricada ninguém se entende, as posições estão ainda mais extremadas e ontem nem sequer conseguiram respeitar uma trégua de duas horas pedida pela Cruz Vermelha para remover cadáveres e retirar os feridos.
Perante tantas baixas de civis a necessidade de um cessar-fogo torna-se ainda mais premente. O Hamas continua a recusar a intermediação feita pelo Cairo, preferindo a Turquia ou o Qatar. Doha já apresentou uma proposta de tréguas, mas Israel insiste que o Egipto deve fazer parte de um acordo. Entretanto, vamos assistindo a relatos desumanos, como o de um pai que diz “isto é o meu filho”, enquanto abre um saco de plástico.

In PÚBLICO, 21/07/2014:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-diferenca-entre-a-guerra-e-a-carnificina-1663666

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #9

"A guerra é um massacre de homens que não se conhecem em benefício de outros que se conhecem mas não se massacram."
Paul Valéry






In: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=312639478903621&set=a.308611579306411.1073742005.100004727137373&type=1&theater
 


domingo, 6 de julho de 2014

«A Paz», por Gilberto Gil

"João Donato apareceu em casa um dia com uma fita com várias canções, todas chamadas Leila - Leila 1, 2, 3, 4 - umas quinze ou dezesseis no total. Eu disse: 'Deixa pra outro dia, hoje a gente não tem tempo...' E ele: 'Não, vá, apure aí, faça alguma coisa'. E começou a cochilar ao meu lado. A imagem dele dormindo sossegado, em plena luz do dia, me chamou a atenção para o sentido da paz. Me veio à lembrança o título do livro Guerra e Paz, de Tolstoi, e a letra foi sendo construída sobre essa contradição, reiterando minha insistência sobre o paradoxo.
" 'Uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz', em A Paz; 'a luz nasce da escuridão', em Deixar Você; 'minha religião é a luz na escuridão', em Minha Ideologia, Minha Religião, o canto de abertura do disco Dia Dorim Noite Neon. Essa a recorrência básica no meu trabalho: yin e yang, noite e dia, sim e não, permanência e transcendência, realidade e virtualidade: a polaridade criativa (e criadora). 'Porque eu sou e Deus é, e disso é que nasce toda a criação', como diz uma outra música minha, É."