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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

sábado, 30 de setembro de 2017

Um desafio: «Vamos construir o "Senbazuru"?»

Está lançado o desafio por esta turma do Agrupamento de Escolas da Perafita, extensível a todas as turmas que queiram participar no desafio do projeto "Conectando Mundo", construir 1000 grous:


Para saber mais, clique AQUI.

#1000grous #conectandomundos



domingo, 29 de novembro de 2015

Um Encontro Especial: II Encontro FLA «A Ciência e a Arte na Arte de Educar»





Este foi um encontro muito especial. Nele cruzámo-nos com sapatos engalanados, com uma caixa de bombons a fingir, com pinturas absolutamente enebriantes, com quadros feitos a partir de composições de materiais de desperdício, com pedopsiquiatras, especialistas em desenvolvimento infantil, com filósofos de arte, de estética e do conhecimento, com as performances do coro das crianças do Jardim Infantil Pestalozzi, com uma performance em que a música a dança e a expressão dramática se integram na perfeição, acabando o dia com um filme sobre esta maravilhosa escola feito pelos alunos do 4.º ano. Tudo ainda muito bem "polvilhado" com muitos encontros de amigos e amigas e muito, muito afeto. Já viram esta maravilhosa receita? Uma jóia preciosa, numa escola de Lisboa, fundada por Lucinda Atalaia já em 1955.






sábado, 21 de março de 2015

No dia do eclipse e da chegada da primavera

No dia do eclipse e da chegada da primavera, ontem, os meus alunos diziam-me: «Parece que quando trabalhamos em coletivo, em grande grupo, que conseguimos fazer tudo e resolver todos os problemas.» e outro acrescentou: «É como se fosse um cérebro muito grande a pensar!» ... smile emoticon ...
Como é que crianças de 8/9 anos conseguem já ter esta ideia de "inteligência coletiva"?
Fico sempre maravilhada com a sua sabedoria e inteligência.

Foi assim o nosso trabalho de ontem:

O eclipse do sol: 



Saudando a chegada da primavera - atividade em que rapazes e raparigas se empenharam de forma igual desfazendo qualquer preconceito no que diz respeito à falta de sensibilidade dos rapazes no que diz respeito às flores, à natureza e à beleza:




Há dias de trabalho nas escolas muito bons: que nos fazem felizes - a nós e aos nossos alunos e este foi um desses dias.

sábado, 20 de dezembro de 2014

«A viagem com a Luz ...»






Estamos a levantar lentamente as âncoras e a içar as velas, mas há muito que preparativos para esta "viagem" se iniciaram, por isso os registos estão em atualização ... aqui deixo um pequeno apontamento http://aviagemcomaluz.blogspot.pt/

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

«A sala de aula do futuro»?!?

A propósito de um artigo da revista Visão (visao.sapo.pt/a-sala-de-aula-do-futuro=f798767?utm_content=2014-10-19&utm_campaign=newsletter&utm_source=newsletter&utm_medium=mail) sobre a sala de aula do futuro, escrevi há uns dias um post no Facebook que aqui partilho agora, melhorado.



Será esta a "sala de aula do futuro" que queremos e precisamos?

A cada dia que passa, refletindo sobre os enormes investimentos que foram feitos no país, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), face aos gigantescos problemas com que este ano letivo arrancou e ao autoritarismo burocrático das hierarquias, perante os problemas sociais dos nossos alunos e suas famílias com que somos quotidianamente confrontados ... a cada dia que passa, dizia eu, me incomodam mais as visões tecnocêntricas sobre o futuro da escola e sobre a sala de aula do futuro ...
Apesar de parte significativa do meu percurso profissional ter sido realizada no domínio das tecnologias na educação (ou talvez por isso!!), não consigo perceber como o futuro da escola (logo o futuro da sociedade, de todos nós) pode ser completamente, ou melhor, sobretudo, mediado pelas tecnologias ... ou seja, como as tecnologia passam a ser o fulcro, o centro da sala de aula ... Onde fica a relação com a natureza: o tocar, o mexer, o cheirar as plantas, os animais, a terra? ... Que lugar se dá às relações interpessoais, a relação com o outro, o diferente no face-2-face? ... Deixa-se escapar o tocar, o abraçar, o dar a mão? ... Como fazer a regulação dos conflitos, a organização e a construção democrática e conjunta das regras, dos limites, dos valores, sem que se tenha acesso a todos os sinais não verbais de comunicação tão importantes em qualquer encontro entre seres humanos? ... Como expressar adequada, criativa e espontaneamente, as emoções e os sentimentos? ... Que lugar dar à educação artística, nas suas diferentes manifestações? ... Fazer um bolo, uma salada, uma sopa, ou mexer em tintas é completamente diferente de usar o "paint" ou manipular imagens, são outras as emoções, outras as sensações provocadas, e tão importantes que são para o equilíbrio emocional de cada um ... Se os maiores investimentos passam pela tecnologia (investimentos sempre muito dispendiosos), os outros recursos culturais e educativos passam a ser secundarizados, logo há dimensões do ser humano que passam também a ser secundarizadas ... Há já quem muito se preocupe com o demasiado tempo que muitas crianças passam a olhar para o écrã ou a manusear consolas.
Estou a fazer o papel de "advogado do diabo", mas o que estamos a viver nos tempos que correm, cá e pelo mundo fora, das guerras às epidemias e à forma como são tratadas, em minha opinião dever-nos-ia fazer ser mais reflexivos, criteriosos e ambiciosos, em termos humanos, relativamente às salas de "aula do futuro". Que visão temos do «ser humano»? Eu não quero (só) recursos tecnológicos na minha sala de aula - embora me desse imenso jeito ter mais dois ou três computadores. Prefiro ter por perto uma horta, um jardim, espaço para correr, saltar e brincar ... Quero que a minha sala de aula seja um espaço humano, cultural e acolhedor, de curiosidade, aberto, em relação com o que se passa à sua volta, no mundo natural, cultural e social - e para tudo isto, não preciso de muita tecnologia.

sábado, 18 de outubro de 2014

O que pode acontecer? ... :-)




Sexta feira à tarde, tudo cansado. Estávamos a acabar de corrigir uma ficha em conjunto, oralmente. Alguém ao fundo da sala mastigava. Não era hora de lanchar.
Professora (Pr.): - O que estás a mastigar?
Ele (E.) - Pipocas!!
Pr. - Como assim? ... Pipocas confiscadas!! Põe o pacote ali em cima da minha mesa.
Pr., continuando - Nem sabes o mal que as pipocas podem fazer ... Aqui estamos todos numa nave espacial, cada um tem a sua tarefa que tem que ser muito bem cumprida para que o sistema funcione bem, se tu comes pipocas em vez de fazeres a tua tarefa, nem imaginas o que pode acontecer no sistema da nave ... ele pode avariar muito gravemente.
Outro (S., 8 anos), põe o dedo no ar para falar e, muito espontaneamente, acrescenta: - E o que pode acontecer, o maior perigo de todos, é os meninos não aprenderem! ...
:-)

Respiro fundo, de alívio e fico descansada, a mensagem está a passar: é preciso trabalharmos muito para que todos aprendam.

17/10/2014
Na minha sala de aula

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Homem, As Viagens (por Carlos Drummond de Andrade)

O Homem, As Viagens
de Carlos Drummond de Andrade

Homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para Marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para te ver?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De conviver.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pela Paz entre palestinianos e israelitas #12


"Não dá para mudar o começo mas ainda dá para mudar o final"

Imagem: O artista israelita Amir Schiby presta homenagem aos 4 rapazes palestinos mortos na praia por Israel. Os seus nomes Ahed Atef Bakr, Zakaria Ahed Bakr, Mohamed Ramez Bakr et Ismael Mohamed Bakr.

Através de Raquel Varela

L'artiste israélien Amir Schiby rend hommage aux quatre enfants palestiniens tués sur une plage de Gaza par une frappe israélienne.

Ahed Atef Bakr, Zakaria Ahed Bakr, Mohamed Ramez Bakr et Ismael Mohamed Bakr.