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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Campanha "E se fosse eu ?! ..." - Uma situação inimaginável!! #esefosseeu

A propósito da Campanha "E se fosse eu ...?!" #esefosseeu

É verdade que é preciso pormo-nos na pele dos outros, calçar os seus sapatos ... mas há situações que são de uma tal violência, de uma tal desumanidade, que se tornam completamente insuportáveis.

Será que, enquanto adultos conseguimos imaginar uma situação que de tão insuportável que é, nos leva a tomar a decisão de correr o risco de, com os nossos filhos, crianças com menos de 10 anos, partir numa travessia em que estaremos todos (pais e filhos) sempre entre a vida e a morte? Uma travessia de que não temos qualquer garantia de ser bem sucedida?

Eu não consigo!! Diz o povo, que é sábio, há coisas que não conseguimos imaginar como reagiríamos, a não ser que passemos por elas: só na situação saberíamos exatamente qual a decisão que tomaríamos ou a reação que teríamos.

Quando ouvi pela primeira vez falar da campanha "E se fosse eu?!" pensei:

"Mas estamos a preparar-nos para uma situação de guerra? Estamos a preparar as nossas crianças e jovens para uma situação de guerra?! Como é que isto é possível?!?"

Em minha opinião, a solidariedade e a compaixão não se preparam, não se educam, assim.

A propósito desta situação que vivemos, da II Guerra Mundial e do Holocausto, escrevi com os meus alunos a seguinte carta: AQUI Estamos agora a enviá-la para vários Presidentes, a nível nacional e mundial (Convidamos, desde já, todos os interessados, a juntarem-se a nós.)

As situações de guerra, são situações de guerra!! De uma crueldade e desumanidade completamente inimagináveis. É aqui que não podemos deixar que se chegue!!

É na memória do que já foi a história e do que não queremos que volte a ser, que nos devemos situar.

Não tenho nada contra o colocarmo-nos no lugar do outro, do tentar perceber o que «o» levou a chegar até nós, mas tenho a consciência de que por mais que tente, que tenho jantar à mesa, um teto para onde volto todos os dias, trabalho, salário, família, amigos, filhas a são e salvo ... tudo o mais serão puras especulações.

A mochila da Joana de Vasconcelos poderia ser a minha, sei lá ... Imagino a minha com uma escova de dentes, uma muda de roupa, um telemóvel, um sumo, pão e chocolate - a minha mãe ensinou-me a nunca partir de viagem sem levar uma tablet de chocolate (sabe-se lá o que pode acontecer!)

Gosto mais de trabalhar com os meus alunos pelos seus sonhos, por aquilo que gostaríamos que fosse a Europa, pelas guerras que existem e que é preciso transformar em Paz. A realidade já é tão violenta e pesada que é no dia a dia que, reconhecendo-a, a precisamos de ir transformando - começando por cada um de nós, por aquilo que está ao nosso alcance, com o nosso sentido crítico, a nossa boa-vontade, por aquilo que cada um, com os que estão à sua volta, é capaz de fazer.

Esta é só uma "gota de água".

Margarida Belchior
(11/04/2016)


quarta-feira, 16 de março de 2016

Uma tarde de mão cheia: quanto vale a autonomia, o sentido do que fazemos e do nosso investimento?

Hoje estou com a "alma cheia" ... a minha sala de aula, com os meus alunos, parecia uma "fábrica de cultura", um espaço de autonomia, de desenvolvimento e de criação cultural. Vou explicar.

Como a realização da prenda para o Dia do Pai estava a correr tão bem (uma das minhas prioridades por estes dias; não posso ainda mostrar as fotografias das realização das prendas, para não desvendar uma surpresa que se vai tecendo na nossa cúmplicidade comum; agora já se pode mostrar AQUI) resolvi propôr-lhe que pintassem com os dedos o papel para a embrulhar. Nestes momentos tenho sempre uma grande preocupação em que esteja tudo muito organizado, para evitar o acidentes evitáveis (mas há sempre os inevitáveis) e eles já sabem que enquanto uns fazem uma coisa, outros fazem outra - no chamado Tempo de Estudo Autónomo (T.E.A., tal como aprendi no Movimento da Escola Moderna; um tempo em que cada um pode escolher o que vai fazer, mas do qual depois tem que dar conta e mostrar o que fez) - vai chegar a vez de todos pintarem (ainda por cima com os dedos, com as mãos nas tintas...), o dito papel de embrulho.


Foi só lançar o desafio. Do lançamento do desafio à descoberta do prazer de usar e sujar as mãos nas tintas foi um pequeno grande passo. A experimentação nunca mais acabava e a certa altura ficava mesmo difícil acabar e passar o lugar a outro. Quem terminava não resistia depois a ir ver o que os outros estavam a fazer e a experimentar.






Até chegámos a falar no "efeito de contágio", de imitação, como tínhamos visto que pode acontecer na exposição "Viral", na semana que passámos na Escola da Ciência Viva.


Mas e o que iam fazendo os restantes meninos da turma?
Uns liam, no Cantinho da leitura, junto da biblioteca da turma.




A certa altura, o responsável da biblioteca da turma, nesta semana (todas as semanas mudamos de tarefas, para todos aprenderem a fazer tudo), veio pedir-me fita-cola. Disse-lhe que a podia ir buscar à minha gaveta.
Quando dei conta a biblioteca estava arrumadinha e cheia de etiquetas, com as seguintes separações (categorias): "Histórias do Mundo" (livros sobre vários países), Conhecimento (livros e enciclopédias para os mais novos), Histórias, lendas e adivinhas (a chamada literatura infantil), os astros e ciências e as "Dúvidas" (aqueles que ele não sabia bem onde colocar). Ainda conversámos um bocadinho se poderiam ser sobre os "seres vivos", se não poderiam ir para a parte do "Conhecimento", mas isso não o satisfez. Lá lhe disse que agora tinha que ir falar sobre o que tinha estado a fazer aos colegas e que esta tinha sido uma excelente ideia.


Fui sendo solicitada aqui e ali. Alguém a certa altura veio perguntar-me quantos meninos só tinham querido a fotografia do grupo, porque estavam a escrever um problema para a turma e precisavam desse dado (estamos na altura de trazerem o dinheiro para pagar as fotografias que um fotógrafo veio fazer à escola). Respondi que deveriam ser 4, mas que não tinha bem a certeza. Elas lá foram continuar o seu problema e a minha preocupação continuava centrada na rotação dos meninos que estavam a pintar o papel de embulho. Estava tudo a correr muito bem.



Outro grupo, sentadas numa outra mesa, acabava o seu projeto sobre a separação dos lixos. Tinham acabado de fazer um pequeno cartaz para pôr junto aos caixotes do lixo da sala e agora iam escrever um pequeno texto para apresentarem à turma e para depois publicarmos nosso blogue.

 

Aproveitaram os folhetos de supermercado e fizeram um cartaz com todas as indicações. Ainda não vi o que escreveram, mas estou muito curiosa.

Outro grupo acabava também um projeto sobre a poluição. Um projeto que nem sei bem como nasceu, porque hoje foi apenas a segunda vez que ouvi falar dele.




Comecei a ficar maravilhada e entusiasmada. Uma destas meninas, só este ano começou a falar e a exprimir-se perante todo o grupo turma e agora já está num grupo a fazer projetos, sem a minha ajuda e de forma tão autónoma?! ... É preciso ver para acreditar. Estou muito curiosa para ver o resultado, mas só vou interferir naquilo em que me for solicitada a ajuda.

E, quando dou por mim, já o responsável pela biblioteca tinha continuado o seu labor e estava a construir um aviso, um pequeno cartaz, para que quem fosse ler livros no cantinho da leitura, não se esquecesse de os arrumar no devido lugar.


Depois estivemos a conversar sobre como ele poderia melhorar o cartaz para que os colegas o vissem e não se esquecessem.


Foi necessário recortar o desenho para colocar numa folha maior, Realçar as letras para se ler bem. Falta agora fazer a moldura para dar um maior destaque ao cartaz e à sua mensagem. Está tudo em marcha, amanhã vai ser acabado.


E tudo isto foi feito apenas numa hora, das 16h30 às 17h30, embora já tivessemos começado antes, mas eu até consegui tirar fotografias e continuar a gerir a pintura do papel de embrulho. Chegámos ao final do dia com onze papeis pintados, mas ainda a faltarem 12, que vão ser a nossa grande prioridade para amanhã. Depois ainda falta embrulhar as prendas.


E haverá ainda alguém que me venha dizer que na última semana de aulas não se faz nada na escola?

P.S. - Devo quase tudo aos meus mestres e quando os começo a enumerar são tantos que quase me perco e me sinto uma privilegiada. Incluo nesse honroso grupo os meus alunos, em todos os locais onde fui dando aulas.

quarta-feira, 25 de março de 2015

“Esta escola já acabou” e é preciso “um pensamento diferente”, António Nóvoa




«O ex-reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, defendeu que “esta escola” que existe agora “já acabou”, “não fiz sentido no século XXI”.
«Aquilo em que Sampaio da Nóvoa , (...), acredita é numa escola que permita a cada aluno construir o seu próprio percurso educativo, modelos que já estão a ser postos em prática em alguns estabelecimentos, mas, lamentou, com menos expressão na escola pública. (...)»

In Público, 21/03/2015, para ler mais AQUI.

sábado, 21 de março de 2015

No dia do eclipse e da chegada da primavera

No dia do eclipse e da chegada da primavera, ontem, os meus alunos diziam-me: «Parece que quando trabalhamos em coletivo, em grande grupo, que conseguimos fazer tudo e resolver todos os problemas.» e outro acrescentou: «É como se fosse um cérebro muito grande a pensar!» ... smile emoticon ...
Como é que crianças de 8/9 anos conseguem já ter esta ideia de "inteligência coletiva"?
Fico sempre maravilhada com a sua sabedoria e inteligência.

Foi assim o nosso trabalho de ontem:

O eclipse do sol: 



Saudando a chegada da primavera - atividade em que rapazes e raparigas se empenharam de forma igual desfazendo qualquer preconceito no que diz respeito à falta de sensibilidade dos rapazes no que diz respeito às flores, à natureza e à beleza:




Há dias de trabalho nas escolas muito bons: que nos fazem felizes - a nós e aos nossos alunos e este foi um desses dias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O valor simbólico de uma lista em papel...

Numa escola que conheço bem, a mudança de turnos ao almoço era uma grande confusão. As professoras, apesar de estarem na sua hora de almoço, decidiram ajudar e tentaram organizar os alunos. Uma delas combinou com os seus alunos (3.º anos de escolaridade), que iriam organizar-se numa fila e que seriam os últimos a entrar: assim evitariam a confusão e saberiam sempre como organizar-se. Chegaram mesmo a fazer uma lista escrita em papel da ordem em que o meninos se deveriam pôr na fila. Assim, não haveria dúvidas, saberiam sempre como organizar-se. À vez, os presidentes (uma das tarefas semanais rotativas na turma) ajudavam a fazer a fila. Esta organização durou umas seis semanas sem qualquer confusão.

Foi na última semana que levaram para o Conselho da turma, quando fazem a avaliação da semana, a questão da entrada para o almoço: não estava a correr bem, já não estavam a fazer a fila como estava combinado. Discutida a razão do que estava a acontecer, chegou-se à conclusão que o problema foi naquela semana os presidentes se terem esquecido muitas vezes de levar a lista para o recreio, para ajudar a fazer a fila. Ou seja, como não havia lista, havia quem dissesse que já não havia fila, que já não era preciso respeitar a ordem combinada ... :-) ... tão bom que é não haver regras ou infringi-las! ... :-)

A autoridade ali era exercida, reificada, por uma lista de papel que não estando presente deixava por isso de ser respeitada.

... ou a importância dos símbolos ou ainda a necessidade (ou não!!) de uma lista de nomes para ajudar na organização de uma fila.


P.S. - É a minha turma, evidentemente.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nada pode substituir a relação

É bem verdade «não há nada que possa substituir a relação». Mas as técnicas, os métodos ou uma «boa teoria» («Não há nada mais prático, do que uma boa teoria.», K.Lewin), ajudam-nos a perceber melhor o que fazemos e a ficarmos mais disponíveis para a relação.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

«A sala de aula do futuro»?!?

A propósito de um artigo da revista Visão (visao.sapo.pt/a-sala-de-aula-do-futuro=f798767?utm_content=2014-10-19&utm_campaign=newsletter&utm_source=newsletter&utm_medium=mail) sobre a sala de aula do futuro, escrevi há uns dias um post no Facebook que aqui partilho agora, melhorado.



Será esta a "sala de aula do futuro" que queremos e precisamos?

A cada dia que passa, refletindo sobre os enormes investimentos que foram feitos no país, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), face aos gigantescos problemas com que este ano letivo arrancou e ao autoritarismo burocrático das hierarquias, perante os problemas sociais dos nossos alunos e suas famílias com que somos quotidianamente confrontados ... a cada dia que passa, dizia eu, me incomodam mais as visões tecnocêntricas sobre o futuro da escola e sobre a sala de aula do futuro ...
Apesar de parte significativa do meu percurso profissional ter sido realizada no domínio das tecnologias na educação (ou talvez por isso!!), não consigo perceber como o futuro da escola (logo o futuro da sociedade, de todos nós) pode ser completamente, ou melhor, sobretudo, mediado pelas tecnologias ... ou seja, como as tecnologia passam a ser o fulcro, o centro da sala de aula ... Onde fica a relação com a natureza: o tocar, o mexer, o cheirar as plantas, os animais, a terra? ... Que lugar se dá às relações interpessoais, a relação com o outro, o diferente no face-2-face? ... Deixa-se escapar o tocar, o abraçar, o dar a mão? ... Como fazer a regulação dos conflitos, a organização e a construção democrática e conjunta das regras, dos limites, dos valores, sem que se tenha acesso a todos os sinais não verbais de comunicação tão importantes em qualquer encontro entre seres humanos? ... Como expressar adequada, criativa e espontaneamente, as emoções e os sentimentos? ... Que lugar dar à educação artística, nas suas diferentes manifestações? ... Fazer um bolo, uma salada, uma sopa, ou mexer em tintas é completamente diferente de usar o "paint" ou manipular imagens, são outras as emoções, outras as sensações provocadas, e tão importantes que são para o equilíbrio emocional de cada um ... Se os maiores investimentos passam pela tecnologia (investimentos sempre muito dispendiosos), os outros recursos culturais e educativos passam a ser secundarizados, logo há dimensões do ser humano que passam também a ser secundarizadas ... Há já quem muito se preocupe com o demasiado tempo que muitas crianças passam a olhar para o écrã ou a manusear consolas.
Estou a fazer o papel de "advogado do diabo", mas o que estamos a viver nos tempos que correm, cá e pelo mundo fora, das guerras às epidemias e à forma como são tratadas, em minha opinião dever-nos-ia fazer ser mais reflexivos, criteriosos e ambiciosos, em termos humanos, relativamente às salas de "aula do futuro". Que visão temos do «ser humano»? Eu não quero (só) recursos tecnológicos na minha sala de aula - embora me desse imenso jeito ter mais dois ou três computadores. Prefiro ter por perto uma horta, um jardim, espaço para correr, saltar e brincar ... Quero que a minha sala de aula seja um espaço humano, cultural e acolhedor, de curiosidade, aberto, em relação com o que se passa à sua volta, no mundo natural, cultural e social - e para tudo isto, não preciso de muita tecnologia.

sábado, 20 de setembro de 2014

"Educar" E "instruir"

Há frases que me fazem um nervoso miiiiiiiiiudinho ... esta é uma delas. É uma frase tipo "salomónica": vamos dividir responsabilidades para que cada um assuma as suas. Pode também ser considerada como uma frase tipo da época industrial, em que proliferaram as linhas de montagem, como tão bem caricatura o filme dos "Tempos Modernos", de Chaplin/Charlot: a cada um a sua tarefa "técnica", numa sequência temporal linear e bem "desenhada", de preferência. É de uma grande pobreza encarar a educação de crianças como se de uma linha de montagem se tratasse. A complexidade do que é o ser humano e que impera nas sociedades ocidentais, torna o desafio de educar (no qual se inclui a instrução) muito mais exigente, logo mais interessante.


Foto de: https://www.facebook.com/igualdadeparental.org/photos/a.370962582582.161029.206659582582/10151858806052583/?type=1&fref=nf
Como pode a escola "instruir" (passar o legado da humanidade às novas gerações) sem ter em conta que isso acontece num espaço social e cultural, onde aprender as regras da convivência e do respeito pelos outros, pelo outro, pelo diferente, é essencial? Estas são aprendizagens fundamentais que só num espaço social de encontro, com características como as que tem a escola, ganham o seu verdadeiro sentido. O que se aprende na escola vai muito para além do explícito, do formal ... pode-se aprender a conformidade social (a obediência), a aprender e a estudar para ter boas notas nos testes, nas provas finais ou nos exames - mas ao falar de sítios assim, não estamos a falar do que é uma escola. Numa ESCOLA aprende-se a gostar de literatura, a escrever e a produzir os seus próprios contos, aprende-se a pintar e a desenhar as suas fantasias, as suas emoções e sentimentos, a par de conhecer obras de grandes pintores e artístas; desenvolve-se a capacidade de expressão de cada um e a ter pensamento crítico, a interrogar-se sobre o que acontece à sua volta e a procurar razões para o que acontece ... ; aprende-se a falar e a ouvir; aprende-se a preparar uma viagem ou um passeio e a estudar história e geografia para isso ... onde começa a instrução e acaba a educação ou vice-versa? ... a quem "compete" ensinar o gosto pela vida? ... a quem compete ensinar a resolver problemas, sejam eles de que tipo forem? ... e tantos que há por resolver ... Em África há um ditado que diz: "É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança!" - a cada um as suas responsabilidades, de acordo com as suas possibilidades, e ninguém se deve demitir - as fronteiras são ténues e as responsabilidades só podem ser partilhadas entre "todos os habitantes da aldeia."

domingo, 7 de setembro de 2014

«Chumbar para aprender .. ou não», por José Morgado

O que se faz no Agrupamento de Escolas de Carcavelos, com base na investigação (conhecimento) e no "bom senso" (construído a partir da experiência de cada um) ...

«(...) Na verdade, muitos estudos, nacionais e internacionais, mostram que os alunos que começam a chumbar, tendem a continuar a chumbar, ou seja, a simples repetição do ano, não é para muitos alunos, suficiente para os devolver ao sucesso. Os franceses utilizam a fórmula “qui redouble, redoublera” quando referem esta questão.
Nesta conformidade e do meu ponto de vista, a questão central não é o chumba, não chumba e quais os critérios ou o número de exames, mas sim que tipo de apoio, que medidas e recursos devem estar disponíveis para alunos, professores e famílias, desde o início da percepção de dificuldades, de forma a evitar a última e genericamente ineficaz medida do chumbo. (...)
«(...) Esta perspectiva, mais exames como fonte de qualidade, parece decorrer da estranha convicção de que se medir muitas vezes a febre, esta irá baixar o que é, no mínimo, ingénuo.
A "febre" baixa com "tratamento" continuado, adequado e oportuno, como acontece no Agrupamento de Escolas de Carcavelos. »


Para ler mais: http://atentainquietude.blogspot.pt/2014/09/chumbar-para-aprender-ou-nao.html